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07/04/2021

Luto na literatura

Morre o crítico literário e granjeiro Alfredo Bosi


Morreu na manhã desta quarta-feira (7), um dos maiores críticos literários do Brasil,   Alfredo Bosi, aos 84 anos. Ele foi mais uma vitima da covid-19. 

Morador da Granja Viana, Bosi era professor aposentado do curso de Letras da USP e o sétimo a ocupar a cadeira número 12 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

A informação foi divulgada na página da ABL. “A tanta dor, soma-se a morte do admirável acadêmico Alfredo Bosi. Sou tomado de profunda emoção. Nem encontro palavras. Escrevo com olhos marejados. Bosi: um homem de profunda erudição, humanista inconteste, um homem que estudou o Renascimento e que o representou", disse o presidente da Associação Brasileira de Letras, Marco Lucchesi.

Bosi nasceu em São Paulo e foi casado com a psicóloga social, escritora e professora do Instituto de Psicologia da USP, Ecléa Bosi que morreu em julho de 2017. Ele deixa dois filhos: Viviana Bosi, também professora da FFLCH-USP, e José Alfredo Bosi. 

Carreira

Descendente de italianos, logo depois de se formar em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), em 1960, recebeu uma bolsa de estudos na Itália e ficou um ano letivo em Florença. De volta ao Brasil, assumiu os cursos de língua e literatura italiana na USP. Embora professor de literatura italiana, seu interesse pela literatura brasileira o levou a escrever os livros Pré-Modernismo (1966) e História Concisa da Literatura Brasileira (1970).

Em 1970, decidiu-se pelo ensino de literatura brasileira no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, da qual foi Professor Titular de Literatura Brasileira. Ocupou também a Cátedra Brasileira de Ciências Sociais Sérgio Buarque de Holanda da Maison des Sciences de l’Homme (Paris).

Foi vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP de 1987 a 1997. Nesse último ano, em dezembro, passou a ocupar o cargo de diretor. Entre outras atividades no IEA, coordenou o Educação para a Cidadania (1991-96), integrou a comissão coordenadora da Cátedra Simón Bolívar (convênio entre a USP e a Fundação Memorial da América Latina) e coordenou a Comissão de Defesa da Universidade Pública (1998). Desde 1989 era editor da revista Estudos Avançados.

(Com informações da ABL)


 

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