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14/07/2006

Zuzu Angel – o filme


Estréia em agosto o filme Zuzu Angel sobre a vida da estilista mineira que fez sucesso internacional durante os anos 70. Primeira a criar uma moda realmente original no país, sua trajetória ficou marcada pelo desaparecimento do filho durante o regime militar. A busca incessante pela verdade acabou levando a estilista a uma morte trágica.

Dirigido por Sergio Rezende, o filme tem Patrícia Pillar no papel-título e Daniel de Oliveira como Stuart Angel, o filho de Zuzu Angel. As diferenças ideológicas entre mãe e filho eram profundas. Ele fazia parte do movimento estudantil que lutava contra a ditadura militar. E ela, era uma empresária bem relacionada.

Em sua luta, Stuart foi preso, torturado e morto. Zuzu se empenhou totalmente em libertar o filho e, depois, em encontrar o seu corpo. A partir daí, ela resolveu partir para uma verdadeira cruzada contra a repressão, utilizando sua influência e sua moda para pressionar o então governo.

No início de sua carreira, nos anos 60, suas roupas de rendas, de chita e com bordados românticos e delicados, exprimiam o que havia de mais genuíno na cultura regional brasileira. Depois, veio a fase de crescimento profissional, quando suas criações já eram vistas e usadas por celebridades, como Kim Novak e Liza Minelli. Em 1971, a morte de Stuart promoveu uma transformação em sua moda, que ganhou tons escuros e desenhos infantis traçados por ela: o menino com uma pipa preta, o sol preto atrás das grades, a pomba da paz morta. Cada peça trazia uma faixa preta de luto.

Já em 1972, Zuzu criou uma série de estampas de anjinhos em homenagem ao filho. “As fases de seu trabalho são bem distintas: no início, o lado cor-de-rosa que era uma extensão da própria família – ela e os filhos – feliz na década de 60; depois, o momento do crescimento profissional e, então, o período “prisão de Stuart”, caracterizado por um envelhecimento psicológico que traz uma conotação mais fechada e escura para as roupas e acessórios”, define Kika Lopes, figurinista do filme. Ela coordenou o trabalho de pesquisa, idealização da confecção dos cerca de 500 looks para o elenco – 54 deles somente para a personagem-título e 280 para cenas de desfiles. “Foram semanas pesquisando e catalogando o visual dela e das pessoas do filme”, diz. Os acessórios – anéis, óculos e relógio –usados por Patrícia Pillar pertenciam à própria Zuzu.

Inicialmente divulgada como acidental, a morte de Zuzu Angel em 14 de abril de 1976, na saída do Túnel Dois Irmãos da Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro, só foi reconhecida como assassinato nos anos 90. Os motivos do crime são claros: sua luta incessante para esclarecer a morte do filho.


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