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31/08/2006

Em defesa da moda


Pode não parecer, mas existe ainda muito preconceito com o universo da moda e com quem trabalha ou estuda o assunto. E entre os jornalistas então, dizer que escreve sobre moda é quase uma vergonha para a classe. Imagina ficar perdendo tempo com essas futilidades...

Eu mesma durante muito tempo, e ainda hoje, me sinto uma pessoa equivocada, sentada ali numa sala de desfiles, anotando desesperadamente em meu bloquinho as propostas dos estilistas para a próxima estação.
O fato é que a academia ainda não aceitou completamente a moda como digna de merecer um curso de mestrado ou mesmo de graduação em suas universidades públicas, ou melhor, nas consideradas melhores universidades públicas do país. Existem alguns cursos e projetos, mas são casos isolados.
O circuito das artes tem restrições e até hoje ninguém sabe se moda pode ou não ser arte. Aliás, essa questão é bem polêmica, apesar de já ter sido incorporada por museus de arte nos EUA e na Europa desde os anos 80.
Mas no setor econômico, ah, esse é um sucesso. Os olhos crescem diante dos números das exportações, do número de empregos que o setor oferece, da tecnologia envolvida na produção, do crescimento da indústria têxtil brasileira. E o orgulho das pessoas com o sucesso do biquíni, dos jeans, das Havaianas, das modelos e até dos estilistas (fúteis e insuportáveis até aqui) no exterior é indiscutível. Poderia provar por A + B que a importância da moda está exatamente aí, no crescimento econômico, na geração de empregos e divisas. Tudo com números, gráficos e estatísticas. Mas não é essa a questão aqui.
Vou listar então alguns fatos que sinalizam, aqui no Brasil, um novo caminho, o da intelectualização da moda, que pode sim ser vista com mais respeito e encarada como importante o suficiente para ser estudada mais a fundo.

Mostras – Vale registrar que a megaexposição “Fashion Passion”, que São Paulo recebeu há dois anos, ficou para a história do país. Foi a primeira vez que um evento desse porte aterrissou por aqui.

Na França e na Inglaterra já é comum museus de arte adquirirem peças de coleções de estilistas e realizarem mostras nessa área. O Victoria & Albert de Londres é um bom exemplo disso. A programação é intensa durante todo o ano em várias partes do mundo, sem falar de museus específicos para vários segmentos como lingerie e calçados.

Publicações - Outro aspecto importante é a produção de livros que tem aumentado muito nos últimos anos. E não só guias sobre o que usar (que já vem perdendo força), mas obras que procuram refletir sobre o assunto. E isso é o que dá corpo e cria condições para se ter um curso de graduação, de mestrado (o Senac SP já tem o primeiro) e quem sabe até um doutorado. Quanto mais pessoas se voltarem ao estudo da moda, melhor.

Fico pensando na brilhante e, de certa forma, pioneira Gilda de Mello e Souza, quando publicou "O Espírito das Roupas" ainda nos anos 80. Docente da USP, esposa de ninguém menos que Antônio Cândido, lança um outro olhar sobre a moda. São observados aqui os aspectos estético, psicológico e sociológico. Sua pesquisa para uma tese de doutorado resultou nesse lindo livro, que recomendo a todos que querem saber um pouco mais sobre a moda no século 19.

Cursos - Vivemos um bom momento no Brasil nessa área. Muitos cursos de graduação, de pós-graduação e cursos livres surgiram nos últimos anos. O único problema é que todos, ou quase todos, em escolas particulares. Moda ainda é para poucos.

Argumentos em defesa da moda não me faltam, inclusive sob os aspectos mais importantes. A moda como expressão cultural reflete o seu tempo. Através dela é possível compreender as relações sociais de uma época. Ela faz parte dos costumes e da vida de todos nós. Até no ato de recusar a moda, ela se faz presente. É a moda rebelde, a moda de não estar na moda. Moda é modo, maneira. E mais, a moda é a grande tendência da cultura contemporânea.


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