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08/06/2006

A moda nas Copas


No próximo dia 9 de junho já teremos completado 18 Copas do Mundo e 76 anos de história do campeonato esportivo que mais agita o Brasil. Um aspecto curioso dessa história são os uniformes usados pelos jogadores da seleção brasileira durante os jogos. Eles mudaram bastante ao longo de todos esses anos, sempre acompanhando e refletindo o comportamento de cada época.
Desde 1930, ano da primeira Copa, disputada no Uruguai, os uniformes não pararam mais de se transformar, seja no desenho e nas cores, ou mesmo na própria tecnologia usada em sua confecção. Já nos anos 20, a prática do esporte vinha se tornando cada vez mais popular no mundo, o que provocou, principalmente a partir dos anos 30, o surgimento de novas peças de roupas próprias para atividades esportivas, como o short e a camisa pólo. Em campo, nessa época, os jogadores da seleção brasileira usavam camisa e calção brancos. A camisa tinha mangas compridas e gola pólo. O detalhe estava nos cordões de amarrar da gola no lugar dos botões do modelo que conhecemos hoje.
A década de 40 viveu os horrores da guerra e a suspensão dos campeonatos esportivos mundiais, o que aconteceu também com a Copa, que ficou suspensa durante 12 anos (de 1938 a 1950). A volta do campeonato foi em 1950 e aconteceu aqui no Brasil. O uniforme dessa época ainda era branco, mas a camisa trazia mangas curtas, gola pólo de outra cor e o cordão de amarrar havia sumido. A amarga derrota na final por 2 a 1 para o Uruguai serviu ao menos para nos livrar do antigo uniforme, que, com certeza, daria o maior azar em qualquer outra partida.
Foi aí que o hoje extinto jornal carioca "Correio da Manhã" lançou um concurso, que reuniu mais de 300 participantes, para a criação de um novo uniforme para a seleção brasileira, vencido pelo gaúcho Garcia Schlee. Surgiram então o calção azul e a camisa amarela, que foi usada pela primeira vez em uma Copa do Mundo em 1954. Com o amarelo no peito nascia a "seleção canarinho", apelido dado na época pelo radialista Geraldo José de Almeida.
No entanto, a "amarelinha" deu sorte mesmo foi na Copa de 1958, ano em que o Brasil venceu sua primeira Copa do Mundo, apesar de o time ter jogado a final com a camisa azul, já que a Suécia, os donos da casa, ficaram com o direito de usar a sua camisa amarela. O problema de última hora, pois na época o Brasil só tinha o uniforme amarelo, obrigou a seleção a improvisar um novo jogo de camisas, que só foi encontrada na cor azul, e os números dos jogadores foram bordados às pressas. A sorte do resultado de 5 a 2 fez com que a seleção brasileira passasse a adotar a partir de então uma segunda camisa com a nova cor.
Os anos 60 foram essencialmente jovens e esse era o espírito também da seleção brasileira no mundial de 1962, no Chile, ao conquistar o bicampeonato contra a Tchecoslováquia, por 3 a 1. Nessa época, o uniforme não era muito diferente do modelo dos anos 50, mas os cabelos já começavam a crescer e a seguir a linha franjão, moda influenciada pelos Beatles, o grande sucesso do momento.
Entretanto, nada se compara às Copas do Mundo da década de 70 em descontração e inovação. Em 1970, além de conquistarmos o tricampeonato no México, em uma vitória contra a Itália, por 4 a 1, pela primeira vez os jogos da Copa estavam sendo transmitidos pela televisão ao vivo e à cores para o Brasil. Em 1974 e 1978, a moda estava em campo nos uniformes justinhos dos jogadores: calções curtos e justos e camisa colada no corpo, com as mangas bem curtas. A caneleira ainda não era usada, e muitos jogadores jogavam com as meias abaixadas. Os cabelos usados no melhor estilo hippie da época. Detalhe para o black power adotado por vários titulares da seleção brasileira.
Os anos 80 chegaram e o uniforme ainda parecia com o dos 70 - calções curtos e camisa justinha. A diferença estava basicamente na gola, careca em 1982 e pólo em 1986.
Os uniformes dos anos 90 tomaram vitamina e cresceram. Chegamos à Copa de 1994 com o uniforme mais largo de todos os mundiais até então. A camisa amarela iria ganhar mais uma estrela com a conquista do tetracampeonato nesse ano. A grande final, nos Estados Unidos, foi contra a Itália, decidida nos pênaltis.
Em 1996, a Nike passou a produzir os uniformes da seleção, num contrato de dez anos assinado com a CBF e, em 1998, as principais mudanças foram na gola da camisa, que passou a ser careca e no tamanho e desenho dos calções. Eles ficaram tão compridos que para os jogadores mais baixos, como Roberto Carlos, chegavam à altura dos joelhos. Além disso, ganharam uma listra branca nas laterais.
O modelo do uniforme da Copa 2002 foi o mais moderno de todos. Além disso, o desenho da camisa, cheia de recortes em verde, deu um toque fashion ao uniforme. A Nike gastou dois anos no desenvolvimento do novo conceito. O trabalho esteve todo concentrado em minimizar os efeitos do calor e da umidade, altíssimos tanto na Coréia quanto no Japão, países-sede dos jogos, proporcionando aos jogadores maior conforto em campo. E não foi que ela deu sorte mesmo? Com ela, o Brasil se tornou pentacampeão, em alto estilo.
Agora, a nova camisa tem cinco estrelinhas e ganhou uma gola estruturada, mais alta. Vamos torcer para que ela se torne o uniforme mais bonito da história das Copas -a camisa do Hexa!


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