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Planeta Eu

16/09/2013

Só a bailarina que não tem...


“Sujo atrás da orelha,?bigode de groselha,?calcinha um pouco velha ela não tem...” 

A bailarina é da família margarina, onde todo mundo é bonito e toma café da manhã numa mesa maravilhosa.

Conhece essa música? Ciranda da Bailarina, do Chico Buarque? Cantada pelo Milton, Adriana Calcanhoto.

A bailarina é também daquelas famílias de propaganda de banco. Sem problemas...

Mas, na verdade verdadeira em cada casa deste planeta há um drama sendo vivido: briga, doença séria, dívida, álcool ou drogas demais, desemprego, depressão, falência, falta de dinheiro, lágrimas, pressão alta, ciúme, violência ...

A lista é grande e cada pessoinha, de um jeito ou de outro, em algum momento, tem seu encontro com o sofrimento e vai desenvolver um jeito de lidar com ele.

Como dá vontade de desejar um mundo sem dor! Por isso que as propagandas de banco são assim, essa promessa de um mundo só feliz, mas aqui na Terra não tem como... faz parte do pacote. Encontros e desencontros, inclusive. Hoje lembrei tanto do meu pai. Estivemos juntos e não há mais como conversar gostoso como fazíamos. Amores que a vida rouba.

E o medo, a raiva? Essas pistolas que nós mesmo apontamos para nossa cabeça. Tem também os encontros terríveis com alguém ou com alguma circunstância que nos faz um grande mal ou à quem amamos. Pesadelos que entramos sem data para sair.

Isso se chama vida. Nossas vidas aqui, agora, hoje. Amanhã? Qué sé yo? Como se abla em castejano!

Alguma chance de protagonismo em relação ao sofrimento? Sim, como não? Ele vem até nós, não bate na porta, entra e se senta no sofá, mas... quem o recebe pode decidir com que olhos vai olhar para ele. Com que discurso, com que mente...

De dez pode se fazer mil! A matemática é nossa. Não dá para ser bailarina o tempo todo, mas dá para fazer limonada com os limões que a vida traz, como diz o ditado.

O empresário Ricardo Semler teve um grande acidente. Ele conta em seu livro “Você está louco!” que seu rosto quebrou quase inteirinho e foi reconstruído. Sua recuperação foi surpreendentemente veloz e bem sucedida. Ele conta que depois teve acesso a uma pesquisa da área médica que explica que quando alguém procura e encontra um significado para aquilo que lhe aconteceu a recuperação é muito mais rápida. Foi o que ele fez tentando ver como estava sua vida naquela fase e o quanto tinha sido sua parcela de responsabilidade no acidente no qual ele tinha sido vítima.

Eu ainda não descobri como foi que viemos parar aqui no planeta e porque temos que passar pelo que passamos. O que sei é que o Chico tem razão: “procurando bem todo mundo tem... sala sem mobília,? goteira na vasilha, problema na família. Só a bailarina é que não tem”

Já que as cartas estão marcadas, a dor é mesmo inevitável, poucos de nós são bailarinas, o que nos resta então são alguns recursos, entre eles a poesia ,como essa do Chico, e como vingança, claro, sempre o humor!

Foto: Ligia Vargas


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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