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Planeta Eu

16/01/2013

Na rede, com você!


Por que não posso entrar no prédio, subir os andares e falar com o presidente da Coca Cola? Resposta fácil: porque ele não quer falar com todas as pessoas que eventualmente queiram falar com ele. Para evitar isso então ele cria barreiras físicas. Até chegar na sala dele tem a portaria do prédio, a porta do escritório, a secretária, seguranças, etc. Dessa maneira ele impede o fluxo que poderia haver entre nós.

Nada contra, nem quero mesmo falar com ele. O que estou querendo descrever é como nós humanos criamos meios de interromper o fluxo possível entre as pessoas. Para isso temos hierarquias e o que se pretende com elas é basicamente garantir controle.

O máximo de controle é um poder centralizado como as ditaduras e o máximo de não controle é a interação totalmente livre entre todos os envolvidos com a vida no planetinha. O nome para isso é rede distribuída e a outra, rede centralizada. Terminologia criada por Paul Baran.

Aprendo que a maneira mais comum que usamos para nos organizar fica no meio entre esses dois jeitos. Ou seja: muitos e muitos poderes centralizados que se comunicam entre si.

Fico sabendo que quanto mais centralizada a organização mais escassez acontece e quanto mais distribuída a rede (mais interações) mais abundância.

Claro que é assim: mais pessoas se comunicando, mais ideias, mais problemas, mais soluções, mais criatividade, mais tudo! Abundância. O que não significa que é sempre melhor. Depende do que se quer... Às vezes é melhor escassez. Para isso, cortar possibilidades de interação e portanto circulação do fluxo.

Casamentos vão nessa linha. O corpão do maridão só para a esposa! E vice e versa, of course! Mas nesses casos nem sempre a rede centralizada ganha a parada e os fluxos acabam achando vias de circulação alternativas criando bagunça em muitas vidas, atingindo muitas vezes até o bem estar da sogra e do papagaio! Complicado!

Quando a rede é distribuída mais e mais pessoas podem se beneficiar dela. O Google por exemplo vai nesta linha. Ele mapeia os blogs e sites que estão sendo muito acessados e oferece para os donos destes endereços a possibilidade de ganhar dinheiro, permitindo que anunciantes contatados pelo Google anunciem ali.

Já no Facebook isso não acontece. Ele cria bloqueios no fluxo de comunicação entre os usuários, limitando, por exemplo, a quantidade de amigos que cada pessoa pode ter, para que só o Facebook tenha possibilidade de atingir um número grande de pessoas e possa ser remunerado pelas propagandas que ele convida o usuário a fazer.

Simpatizo muito com a rede distribuída. Todos os pontos dela podendo interagir com todos e assim se mobilizando, quando necessário, em função daquilo que está acontecendo no presente.

É um jeito muito diferente de se pensar o mundo e as relações. Quando faço festas em casa, sem saber, estava criando possibilidades deste tipo de rede acontecer. Providenciamos massa de pizza que amigos são remunerados para fazer e abrimos a casa, iniciando assim a possibilidade de interação.

Os convidados trazem os recheios para as pizzas e quem quer se ocupa de fazê-las. O fogão vira assim ponto de encontro entre pessoas de todas as idades que talvez nunca tivessem oportunidade de troca. Os instrumentos musicais ficam a disposição de quem quer tocar e assim” bandas” vão sendo criadas e desfeitas durante a festa.

Escassez ou abundância, fluxo livre ou retido, interação fluida ou controlada... novos olhos no meu rosto para enxergar a realidade agora. Mundo cada vez mais populoso, formiguinha que somos nesse imenso formigueiro. Cada vez mais, acredito, temos que nos pensar coletivamente. Sei que quando nos juntamos e compartilhamos tarefas tudo parece mais fácil e mais prazeroso. O pouquinho que vira muito quando cada um traz o seu...

• Aprendi sobre redes na Oficina “Abraçando um Mundo em Rede” de Oswaldo Oliveira, realizada pela Escola de Diálogo de São Paulo

Desenho: Alberto Lefèvre


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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