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Planeta Eu

21/11/2011

Mulher ao mar!




Sonhei que um terapeuta desconhecido me dizia que a terapia que faço ia entrar numa fase diferente e ao ouvi-lo, pensei: “não pode ser, ainda estou com as mesmas questões”.

Realmente, uma fase diferente e um tanto maluca começou inesperadamente na sessão seguinte: tudo o que eu penso ali comecei a explicitar. A consciência do Aqui e Agora ficou exacerbada e qualquer nuance em mim ou no rosto dele, por exemplo, não me passa despercebido e eu pergunto o que significa. Cobro resposta. No início ele se zangou, achou que era controle excessivo e eu não entendia porque estava agindo daquele jeito, mas eu me obedecia.

Aos poucos vi que ele foi compreendendo o que estava acontecendo, parou de se implicar, percebeu que não é exatamente com ele com quem estou me relacionando e assim sua intuição e percepção puderam começar a fazer seu trabalho de encontrar sentidos nas minhas colocações.

Desse jeito estou entrando em contato profundamente com o que há dentro de mim. Porque aquilo que sinto e falo absolutamente sem censura é o que me habita. O terapeuta serve de pretexto, caminho para escoar para fora.

Na verdade, é assim, acredito, que acontece com todas as nossas relações. Elas trazem para fora o que há dentro. Se temos, por exemplo, um pé de desconfiança bem plantado dentro de nós vamos pela vida arrumando inquietações. Se a raiva é forte elegemos inimigos para exercê-la, se a culpa é soberana fazemos aquilo que achamos que não devemos para podermos nos atormentar, etc.

Só que na vida cotidiana quando essas realidades internas emergem o Outro quase sempre reage e aí nossa atenção se foca nele e não nos nossos sentimentos. Aliás, deles queremos fugir rapidamente porque doem, incomodam, são difíceis de compreender. Assim perdemos a oportunidade de abrir a garrafa que veio do mar do inconsciente e ler o que diz o bilhete.

Na terapia o bom terapeuta sabe que está sendo apenas um parteiro e que depois daquele paciente virá outro que talvez vá fazer o mesmo. Ele não entra na história, segura a onda, mas sem ficar frio e indiferente, porque senão o paciente perde a confiança.

Meu terapeuta não tem se furtado de aceitar ser alvo e interlocutor e eu tenho aguentado o tranco de ver e ouvir meu inconsciente se expressando “autônomo”.

Onde vamos parar? Costumava dizer que quando eu conseguisse falar com ele tudo o que penso seria minha cura. Estou bem mais próxima disso. A vergonha, medo, culpa que foram meus grandes cerceadores ao longo da vida estão se dissipando. Minha voz está ficando cada vez mais audível. Desse jeito pequeno, em uma hora por semana, estou nascendo de dentro para fora.

Psicologia para mim é criar condições para sair do confuso em direção ao claro, do emaranhado para o liberado, de conhecer a casa interna, aprender o idioma dos sonhos, ouvir as vozes que falam através dos pensamentos, desatar nós, descobrir como se formaram os afetos, as maneiras de se relacionar.

Uso muito as lágrimas para saber que pisei em terreno minado. Quando o choro vem a varinha que procura o veio d’ água se agita. Descubro assim o tamanho do meu lençol freático e a linguagem das minhas dores.

O relacionamento terapêutico pode ser o “cavalo”, o lugar onde os conteúdos quase que como entidades podem se apresentar. O palco onde os atores internos tomam vida e vem para fora respirar.

Claro que há terapias bem mais amenas e que também funcionam muito bem, onde não se coloca a mão tão lá dentro do formigueiro. Comigo é sempre intenso porque esses assuntos são minha paixão e eu me empresto para aprender sobre eles.

Minha intenção é substituir os chocolates, os remédios (que não tomo, gracias), os vícios de todo tipo por uma vida cheia de vento nas velas. O que impede, acredito, não é a vida externa, o despertador, a insonia, o trabalho, a falta de dinheiro, a família, mas mais que tudo as travas e confusões internas.

Bom, estou fazendo a lição de casa, limpando meu veleiro. O grande mar que me aguarde!


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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