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Planeta Eu

13/05/2011

Estrelas no bolso


Um rapaz que vou chamar de Leo me contou que era um garoto bem feliz até que um dia viu pela TV a execução do Saddam Hussein quando ele tinha 16 anos. Ao vê-lo caminhando em direção à forca Leo se deu conta que existia a morte e que seus pais iriam morrer. E se isso era inevitável que sentido fazia viver?

Ficou tão abalado que parou de comer e em pouco tempo emagreceu 10 kilos. Nessa mesma época não conseguia gostar do que seus amigos gostavam: baladas e namoros. Foi cada vez mais se retraindo, repetiu o ano, os pais o levaram a um psiquiatra que receitou remédios que ele não toma.

Muito devagarzinho está saindo da concha, entrou na faculdade e por isso eu o conheci, dando carona para colegas da minha filha.

Ele se sente muito inadequado, não vê sentido em ter uma vida “normal”. Tem um cabelo rastafári bem comprido e é muito sincero e doce. Daquelas pessoas que só querem o bem dos outros.

Olhando para ele vi um ser tão sensível e fiquei imaginando o que é nascer assim tão inadequado para o mundo concreto. Sem competitividade, gostando mais de estrelas do que de dinheiro. Fiquei preocupada com o fato dele se perceber desajustado, acreditando que por ser diferente é menos, é incômodo. Ele contou, por exemplo, que não há nada nele que faça seu pai se orgulhar. Aquele pai que ele ama tanto a ponto de adoecer pensando em sua morte.

Sabe quando uma criança faz rabiscos na parede? Tem pais que dão a maior bronca e tem outros que falam: “que bonito, gostoso desenhar né?... mas na próxima vez faça num papel... ou então vamos reservar uma parede própria para isso.” Enfim... há muitas maneiras para se olhar para as coisas. Leo pode ser visto como um vagabundo ou como alguém que ainda não encontrou seu caminho no mundo do dinheiro.

Tem um site chamado Alma Bipolar. Lá há vários vídeos interessantes que relacionam a bipolaridade e outros transtornos com a possibilidade de esses estados serem estágios de crises de transformação, de busca da psique por integrar traumas e curar-se. Como com os rabiscos na parede esse olhar original muda tudo. O que é ruim passa a ser bom...

O sentido da vida é a questão existencial profunda com a qual Leo tem tentado se entender sem saber que está nessa aventura. Contei para ele da história do Príncipe Siddhartha que também não conhecia a morte porque vivia num castelo protegido por seu pai e que depois acabou se tornando o Buda Gautama.

Viva as almas sensíveis... Se Leo puder acolher suas diferenças e colocá-las no fluxo da vida pode vir a ser um farol para pessoas que estiverem em locais escuros como os quais ele conheceu. Não é pouca coisa... Por enquanto vou ficar torcendo para que lhe caiam nas mãos livros com ideias inspiradoras, pessoas que falem sua “língua”, oportunidades de experiências boas... Ele merece! Todos nós merecemos!


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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