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Planeta Eu

13/08/2014

Doutor ou bailarino?


O que fazer da vida? Como ganhar dinheiro para se sustentar? Para isso, e para muitos, estudar bastante e passar no vestibular. Essa roupa apertada em que cabem poucos. Todo ano muitos jovens se veem frustrados porque não conseguiram vagas nas universidades públicas.

Quem pode pagar tem um leque muito maior pela frente. Soube que na Psicologia de São Carlos, universidade pública, tem cerca de uma vaga para cada cento e cinquenta candidatos. Já na Puc de SP são oito para cada vaga. De qualquer maneira, mesmo na melhor hipótese, sete são de novo remanejados para o cursinho. Que fábrica de dinheiro hem? Os cursinhos e as faculdades privadas .

No folheto de uma delas, leio que depois de formados os alunos caem numa vala bem complicada também: o mercado de trabalho que não tem como absorver tanta mão de obra. Essa faculdade dizia isso para enaltecer a si própria, garantindo que quem estudasse nela ( e pagasse sua mensalidade) teria um diferencial em capacidade que, digamos assim, pintaria de ouro o recém formado para que ele possa derrubar todos os outros candidatos numa futura seleção para um emprego.

Pois é, e quem é o objeto de desejo, a carteira que se abre para alimentar esse circo? é o Sr jovem (e seus pais) que acredita estar decidindo o sustento e o sentido da sua vida ao escolher uma faculdade, e, antes, ao ralar num cursinho, aprendendo uma montanha de conteúdo. Muitos deles vão logo para a caixa de spam da mente, porque jamais serão acessados novamente ao longo da vida.

Minha filha mais velha descobriu no estágio que fez no terceiro colegial que iria fazer Design Gráfico. Ufa! Uma profissão que tem bastante demanda pelo Mercado. Particular, não tão cara, deu para pagarmos e ela logo arrumou um emprego: alimentar o facebook de um banco. O dia inteiro frente ao computador. Oito horas por dia, cinco dias na semana trabalhando sempre com as mesmas cores que identificam o banco. Salário de iniciante, claro. Ok, é para agradecer?

Agradecemos claro! Com o dinheiro que ela ganhou caiu no mundo. Foi para o Acre e depois Peru com o namorado. Acampam, pedem carona, recebem muitas ajudas e trocam. Descobriram que os grafites que antes nunca tinham feito valem hospedagem. Cozinham também e vendem tortilhas pelas praças. Foram inclusive fichados como vendedores ilegais junto com outros estrangeiros. Detalhe: Dias antes a mesma polícia que os levou para a delegacia tinha comprado as tais tortilhas deles. Vão arrumando pequenos empregos.

Sobre trabalho ela me escreveu: “Tenho descoberto aqui pelo caminho que não é tão difícil, e que é só querer que aparecem mil oportunidades. E também é uma delícia vender, conhecer gente, se movimentar, descolar”

Agora é a vez da segunda filha. Pergunto para ela: “O que te faria acordar de manhã com vontade de fazer ? ”. Esporte, ela responde. O que não equivale a ser esportista e também não significa escolher Faculdade de Educação Física e ser professor ou treinador. “O que mais te atrai?” A resposta é vaga e, descubro, há um lugar para essa falta de certeza: administração! Então tá! Só que talvez por ser tão generalista esse é um curso muito procurado. Então, dedicar os seus lindos dezoito anos a estudar muito para talvez não conseguir uma das poucas vagas.

Lindo desafio olhar para dentro de si e descobrir o que causa desejo de fazer. Para isso, acredito, não é bom olhar só para o cardápio das faculdades. Há profissões que não estão ali, como um homem que desistiu de seu curso na faculdade de medicina, descobriu o reiki, e agora trabalha levando esse tipo de tratamento para os grandes hospitais. Como Nahuel, rapaz argentino, que gostava de mexer no jardim dos avós e fez um curso técnico e logo começou a trabalhar nos tantos jardins que há por aí.

O que faço hoje pouco tem a ver com o que estudei. Perambulei tanto e só agora começo a me encontrar, no entanto o curso que fiz foi o que me levou ao trabalho onde conheci meu marido e com ele tive esses filhos. Ou seja, Dona Vida é misteriosa, o caminho, como se diz, se faz ao caminhar. Que minha filha possa ter a oportunidade de se encontrar, que ela ouça seus sussurros, perceba quando o ritmo do seu coração se acelera, descubra o que faria com vontade todos os dias. Se auto conhecer, na verdade. Isso sim é a viagem que temos para fazer!

Na foto o grafite que a filhota está fazendo no hostel em Lima, no Peru, em troca de hospedagem.


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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