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Planeta Eu

05/03/2014

Cidades para pessoas


Um livro me interessou hoje na Cultura: linda livraria com um grande espaço central com chão de madeira , poltronas confortáveis em pequenos círculos e uma grande arquibancada ali ao lado, ocupada também por pessoas lendo.

O livro era “Cidades para pessoas” de Jan Gehl, planejador urbano dinamarquês. Ele diz que antes de se pensar em ciclovia, transporte público e tantas outras variáveis que podem melhorar uma cidade, é preciso pensar nesta questão: “que cidade queremos?” E aqui o que importa, são as coisas que nos fazem viver melhor”, ele diz.

Um rio limpo! Eu quero! Aquele que passa no Parque Silvino Pereira, na Rua Roma, no centrinho da Granja... não sei de onde vem, nem para onde vai... mas quero sentar na margem dele, nadar então!

Como faz para limpar?

Um transporte coletivo super eficiente! Pode ser charmoso também. Confortável, limpo. Queria andar de bicicleta para todo lado. Não consigo porque tem ladeiras e descidas demais! Qual outra opção?

Minha amiga argentina quer calçadas! No livro do Jan Gehl li que as calçadas tem que ser todas bem niveladas entre si para poder permitir o caminhar. Na Av São Camilo a calçada em alguns trechos apenas não existe!

Como faz para arrumar?

Quero rua! As calçadas e o transporte público poderiam tirar as pessoas dos carros e levar para a rua. Meus filhos não tem autonomia porque inventamos de morar nesse lugar que não tem transporte público eficaz.

Boa cidade é aquela misturada, moradias, serviços e lazer juntos. Vivemos em ilhas de condomínios, distantes dos lugares de convivência. Carro para tudo! Não temos uma montanha para amar, temos alguns matos que de repente uma especulaçãozinha transforma em concreto.

Por que não resolvemos o que temos para resolver? Porque não fazemos a cidade que queremos? Aceitamos a maluquice que é morar com porteiros nos protegendo. Não tínhamos que pensar em como evitar que queiram nos roubar?

As lombadas! capítulo à parte! A gente vem com o carro, breca, sobre uma montanhinha de concreto chamada lombada e depois desce para subir em outra logo ali na frente, para depois descer. Dizem que é para não deixar algumas pessoas correrem demais. Vamos nos nivelar pela exceção? Vamos subir e descer de lombadas milhares de vezes na vida? Não tem outro jeito?

O arquiteto da Livraria Cultura fez um lugar para gente ali, criou a praça, o lugar para conviver, um oásis! Descobri que “Cidades para Pessoas” é também o nome de um projeto de duas moças brasileiras, Natalia Garcia e Juliana Russo. Elas viajaram para várias cidades para conhecer iniciativas bacanas que tornam a vida melhor e a maior lição que tiveram, foi que “ uma cidade para as pessoas precisa ser construída de maneira colaborativa entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada. É um processo sem fim”.

Isso é válido ainda mais para nós aqui, que não moramos numa cidade típica. Temos, por exemplo, uma rodovia no meio de muitas das nossas atividades. Desafios gigantes. Precisamos muito pensar que cidade queremos, como podemos transformá-la. Quais são nossos problemas. Nunca conheci tanta gente especial, criativa, inteligente como conheci aqui onde vivo. Juntar todas essas cabeças boas e pensar soluções… Já tem gente fazendo isso, alguns movimentos… Bora engrossar o caldo? Bora olhar em volta e sonhar a cidade que se quer?

Na foto, uma imagem de São Francisco, nos EUA, por Lígia Vargas

Conheça o projeto Cidade para pessoas


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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