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Planeta Eu

02/05/2013

Antes que eu durma cedo demais...




Há em mim algo como um centro autônomo, que me pega pela mão e me faz abrir mais uma embalagem de chocolate, também me faz adiar, para outra segunda feira, a arrumação das minhas eternas bagunças.

Esse centro age de maneira que prejudica o organismo que o contém. Como no caso do excesso de chocolate e queijo que vão alterando meu sistema biológico. Ou seja, meu fígado gosta não do que minha mãozinha contribui para eu ingerir.

Quem é o dono da mão? Essa pessoa que escreve aqui, agora? Na verdade, é a mesma que abre as embalagens!

O corpo é um só. Sem o pensamento que analisa não haveria diferença entre a mão que escreve e a mão que gasta mais dinheiro do que deve. É a mesma mão! Mesmo assim o pensamento não está errado: existe mesmo uma distinção entre os atos. Escrever é construtivo porque assim me expresso, e é inegável que passar o cartão de crédito demais leva a destruição da minha paz de espírito.

É nisso que estou prestando atenção esses dias. O que uso para destruir, e que burla qualquer plano contrário, e o que faço que me ajuda a construir uma existência mais significativa.

O cineasta alemão Fassbinder, por exemplo, deixava correr solto o bichinho que o iria destruir. Ele vivia intensamente, fez 43 filmes, um a cada cem dias, não se poupava, dormia muito pouco e dizia: “terei tempo para dormir quando estiver morto” Morreu cedo, de overdose, aos 36 anos.

Talvez ele não tenha considerado cedo,vai saber, mas é difícil não achar destrutivo fumar, por exemplo, quando sei que meu amigo, ex- fumante, teve o pulmão muito danificado pelo cigarro e que isso o está atrapalhando bastante a se submeter a uma cirurgia necessária.

Quando vejo um jovem fumando quase posso enxergar seu pulmão ficando escuro. Não podemos ver o interior do nosso corpo e por isso parece que ele não existe. Jamais deixaríamos um canto do nosso quarto ficar encardido de fumaça, mas nossos belos pulmãozinhos deixamos.

Um amigo me disse que esses centros autônomos são mecanismos de reação à necessidades não atendidas, inclusive na infância. Faz sentido, mas apenas saber disso não neutraliza as ações destrutivas, especialmente porque elas são assim tão gostosinhas e sedutoras...

Enfim, já me culpei muito por esses hábitos e vícios. Já deixei também correr solto e foi bom por um tempo. Agora estou achando que têm mais gente jogando contra do que a favor aqui dentro de mim. Depois tenho que ficar correndo atrás do prejuizo.

Então mãos a obra! Abrir a janela de todos os cantinhos internos para arejar e a fumaça sair. Fazer tudo o que tem que ser feito para não ficar me martelando com a sensação de estar em dívida. Optar pelo construtivo. Por que não? Ora bolas!

Para isso, acredito, o primeiro passo é me responsabilizar pelo que faço. Olhar direitinho para minha vida, tirar os véus, Não ignorar, por exemplo, que tem Dona Diabetes me acenando ali na frente, se eu não conter essa mãozinha especialista em embalagens.

Isso tudo é da área da razão, mas não sou de confiar muito na minha não! Acredito mesmo é no indiano Krishnamurti que diz que ao colocarmos nossa atenção ao que sentimos e pensamos a transformação se inicia.

Estou muito atenta às minhas mãos, aos movimentos que elas fazem, aos meus pensamentos que me enganam, aos cantos não olhados da minha vida, às necessidades não atendidas, ao que sinto quando sou levada por essa parte minha bem mandona que se chama vício... Estou com a lupa. Quero me conhecer bem e assim espero ter uma vida mais livre, mais leve,uma barriguinha bem menor e um fígado feliz!


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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