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Planeta Eu

21/11/2012

Amar, o verbo do coração


A decepção vem quando chove e aí fica visível que coloquei uma pepita de ouro em mãos de barro, que derretem com a água que cai... A pepita cai no chão, não há nada que a sustente, e ela ali em meio à lama parece não ter valor algum.

Acho que é assim que funciona a decepção amorosa e o recado que ela traz é referente a algo muito grande que se chama capacidade de amar, essa força inteligente e construtiva que há em nós. Quando acreditamos que ela só faz sentido quando nas mãos de alguém estamos reduzindo sua natureza.

Tenho conversado muito com pessoas que estão apaixonadas obsessivamente por pessoas que não retribuem totalmente esse amor investido e por isso fui enxergando a dinâmica.

Sempre me sinto boba quando relaciono problemas emocionais a pais e mães porque parece tão chavão, mas na verdade, faz muito sentido entender que quando somos pequenos estamos aprendendo tudo, inclusive a amar. Este aprendizado depende muito das respostas que vem dos adultos ali presentes.

Posso falar de mim, sei que amava meu pai mais que tudo na vida. Lembro-me de pensar que se ele morresse eu morreria também. Ele era um contraponto ao meu descompasso em relação a minha mãe, cuja sensibilidade não batia com a minha.

Uma menininha que ama demais seu pai, porque não há muito mais para amar, deve sofrer muito quando ele não retribui na medida. Com certeza eu deveria ficar esperando que meu pai chegasse para ficar comigo e ele, que trabalhava muito, talvez me encontrasse dormindo quando voltava para casa, ou fosse tomar banho, jantar, quando mais que tudo eu queria brincar com ele. Devo ter ido para a cama muitas vezes muito frustrada por causa de situações assim.

Quando coisas assim acontecem, esses seres pequeninhos chamados crianças criam suas explicações para entender a dor que toma conta dos seus corações. Sentem-se inapropriadas ou culpadas quando o pai ou a mãe tão esperado reagem de maneira brusca, etc.

Enfim, encima da capacidade de amar vai sendo colocado muito entulho que vai ficar para sempre associado ao amor.

Acredito cada vez mais que aquilo que nos afeta no presente é uma representação do que nos afetou no passado. Fatiamos a realidade para interagir com aquilo que dialoga com nosso interior. Por isso quando alguém me fala do seu sofrimento, peço que não olhe para aquilo ou aquele que causa a dor e sim para o sentimento.

Outro dia eu estava muito frustrada e triste porque estava esperando a resposta de três homens que eu tinha contatado e nenhum deles tinha dado retorno. Em vez de ficar brigando com eles mentalmente, me lembrei de entrar no sentimento e ver o que ele poderia estar me falando. Foi aí que juntei os pedacinhos e percebi que eles, com sua ausência, estavam me fazendo sentir exatamente como me sentia ao esperar meu pai que não vinha com a urgência da minha necessidade.

Quando percebi isso meu mal estar se dissolveu totalmente e eu agradeci a cada um deles por estarem me permitindo dissolver com a consciência esse nó do passado, e com isso, sentir um grande fluxo de energia fluindo através de mim. Ao agradecer, dizendo o nome de cada um deles, “vi” a engenhosidade das relações.

Pode ser uma bobagem, mas há uma teoria que diz que aqui é uma escola onde estamos para aprender. Nesses momentos sinto a realidade dessa hipótese e vejo todos nós agindo como facilitadores desses processos, inclusive nossos inimigos, aqueles que nos frustram quando não agem como esperamos.

Bom, se for assim, acho que estar formado nesta escola significa ter liberado esses nós e aí ter a energia vital circulando de tal maneira que nosso andar pelo mundo fica livre e permite que a gente atue a favor da vida, ajudando nossos colegas, nossos irmãos a também se liberarem, para também, por sua vez, ficarem aptos a ajudarem, formando assim um bom exército que age a favor do ”belo, bom e verdadeiro” da filosofia da Antiguidade.

Nesse estado a capacidade de amar pulsa por qualquer pequena flor que esteja no caminho.

Não posso dizer que essas ideias são minhas, apesar de senti-las e validá-las em mim. A ideia de ajudar os irmanitos está presente no Budismo com os Bodisatvas, que são seres iluminados que decidem retornar ao planeta para servir à humanidade. A vida como escola é do Espiritismo. Com Krishnamurti aprendi que se observar sentindo transforma o que se sente.

Desenho de Anne Courtois Vidal


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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