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01/04/2009

O Cotuba e suas tiradas


O Cotuba era um desses tipos da minha terra que não dá pra gente esquecer. Era uma figurinha. Boêmio, gozador, tinha uma paixão danada pela famosa branquinha, a nossa bebida mais pura. A cachaça.
Dizem os historiadores que ele não comia comida, dessas à base de arroz e feijão, pois sua alimentação era mesmo pinga. E dizem que em doses homeopáticas, desde manhãzinha.
Agora, o que ele tinha mesmo de engraçado eram as respostas na ponta da língua, pra qualquer assunto. Isso era digno de estudo, pois bastava o cidadão acabar de fazer a pergunta, pra imediatamente ouvir a resposta numa sacada inteligente.

PERGUNTA – Oh, Cotuba? Por que é que você, em vez de tomar tanta pinga, não toma água?
COTUBA – Por que não sou camelo. Água é pra camelo.
PERGUNTA – Então, beba leite.
COTUBA – Não sou bezerro.
PERGUNTA – Coma arroz!
COTUBA – Não sou japonês.
PERGUNTA – Coma açúcar!
COTUBA – Não sou formiga.

E assim seguiam as brincadeiras do pessoal, só pra ver o Cotuba responder na lata a qualquer pergunta.
E, como ele só bebia e não comia, segundo os historiadores de lá, era comum a gente ver o Cotuba no boteco do Gouveia, um português simpático, a bebericar sua cachacinha em doses bem pequenas, mas durante o dia inteiro.

COTUBA (para o Gouveia) – Oh, Gouveia! Bota mais uma aí. Mas só um tiquinho, heim. Num enche o copo, que eu não gosto.
De repente, o Gouveia se encheu de tanto servir um pouquinho durante horas e, numa dessas, perguntou:
GOUVEIA – Ó, Cotuba? Por que não tomas logo uma garrafa inteira e não me enches o saco, ô raios?
COTUBA – Por que você não come um saco de arroz duma vez? Heim, português?
Pois bem: o Cotuba lá um belo dia vai ao médico.
DOUTOR – Tire a camisa.

Feito isso, começa a apalpar o tórax do dito cujo e, quando apalpa no lugar onde a gente costuma ter o ``figueredo´´, ao constatar que aquele bendito órgão se apresentava meio inchado, pergunta, olhando bem nos olhos do Cotuba:

DOUTOR – O senhor bebe?
COTUBA (no ato) – Aceito sim, sinhô!

E lá se foi pelas ruas de São Joaquim a contar a boa nova...


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Rolando Boldrin

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Conta causos fazendo a gente saborear o modo gostoso de uma boa prosa.

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