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Minha Vida Animal Voltar

24/06/2015

Laika, a cadela que o mundo esqueceu


A maioria das pessoas não conhece a história da cachorrinha Laika, o primeiro ser vivo a orbitar a Terra a bordo do foguete soviético Sputnik 2. A sua missão impressionou o mundo. A pequena cadela meiga, de pelo branco e negro, de dois anos de idade, e pesando 6 quilos, foi capturada nas ruas de Moscou pelas autoridades soviéticas, que a prepararam para ser lançada ao espaço. Ela abriu simbolicamente --pagando com a vida-- o caminho das estrelas para os seres humanos.

A primeira utilização de cães na história da conquista do espaço foi em 15 de agosto de 1951, com Dezik e Tzygan, que realizaram com sucesso um vôo suborbital. Um mês depois, os dois cães não sobreviveram a outro vôo. Foram as primeiras vítimas da exploração espacial. Com sucessos e fracassos numerosos vôos suborbitais foram realizados até 1960, cabendo o recorde de sucessos a uma cadela chamada Otvazhnaya com cinco lançamentos. No entanto, todos estes nomes caíram no esquecimento. Somente um sobreviveu, Laika.

A história de Laika começa em 4 de Outubro de 1957 quando o Sputnik 1, primeiro satélite artificial é colocado em órbita. Durante 22 dias o orgulho da União Soviética orbita a terra. Dez dias após o lançamento, o presidente Nikita Krutschev ordena que se lance um novo satélite, desta vez com um ser vivo a bordo, a fim de celebrar o 40º aniversário da revolução soviética, em 7 de novembro. Serguei Korolev, o diretor do programa espacial em Baikonur, a cidade das estrelas, diz ser impossível antes de dezembro. O Sputnik 2 foi preparado sem desenho preliminar e sem testes de segurança, uma preocupação que normalmente por si seria fatal.

Assim, no dia 3 de novembro, às 22 horas e 28 minutos, é lançado o novo satélite tendo a bordo a cadela Laika. Pouco depois do lançamento, os soviéticos declararam que Laika não voltaria à Terra, e morreria no espaço - o que descontentou muitos observadores. Na época, as autoridades soviéticas contaram que Laika morreu sem sofrer nenhum trauma, cerca de uma semana após o lançamento do foguete. Mas, informações divulgadas recentemente garantem que a cadela morreu de calor e pânico, apenas algumas horas depois do início da missão. Dimitri Malashenkov, cientista que participou no lançamento do Sputnik 2, revelou ainda detalhes sobre a viagem de Laika. Segundo ele, os soviéticos tiveram bastante trabalho para adaptar um grupo de cães à apertada cabine do foguete. Para isso, foram colocados em ambientes fechados e apertados por períodos de 15 a 20 dias. Três cães foram treinados para o trabalho, mas Laika mostrou-se a melhor preparada. Antes de ser selecionada, a cadelinha teve de passar por diversos testes de vôo que incluíam suportar vibrações e forças G, através de um exigente simulador de vôo.

Calor, pânico e morte

Durante o lançamento, acorrentada para que não se mexesse, Laika tinha sensores médicos inseridos no corpo, que mostraram que os seus batimentos cardíacos chegaram ao triplo do normal. Dimitri revelou ainda como Laika morreu. Segundo ele, a temperatura e a umidade da cápsula do Sputnik aumentaram muito após o lançamento do foguete. Durante a aceleração, devido ao barulho ensurdecedor e às vibrações, Laika começou a uivar incessantemente. Como existiam graves problemas de regulação térmica, o satélite aqueceu em excesso devido à má separação do foguete propulsor e a inexistente proteção contra as radiações solares. Após 4 a 5 horas de vôo, Laika faleceu pelo calor, com desidratação e convulsões. O Sputnik 2, que pesava 113 quilos, deu 2.570 voltas ao redor da Terra e queimou na atmosfera do planeta, em 4 de abril de 1958, com os restos mortais da cachorrinha.

Contrariamente à versão oficial, o lançamento do primeiro ser vivo ao espaço foi um fracasso. Em 14 de abril de 1958, Strelka e Belka, dois outros cães partem ao espaço e regressam à Terra, sãos e salvos, após 18 voltas ao redor do planeta. No total, 14 cães estiveram em órbita durante os anos 60, sendo que quatro encontraram a morte. Desde 1997, que Laika possui uma placa em Baikonur, a cidade das estrelas, perto de Moscou. À Laika, de quem a história hoje já não se lembra, deixamos a nossa homenagem.


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Angela Miranda

Angela Miranda, jornalista, geógrafa e moradora da Granja Viana há 30 anos.

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