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Minha Vida Animal Voltar

26/02/2015

A Eutanásia (sacrifício), uma decisão difícil


Neste exato momento, enquanto escrevo esta matéria, estou vivendo uma experiência muito dolorosa, a qual gostaria de compartilhar com vocês, leitores. Alguns proprietários de cães, gatos e outros animais de estimação, já precisaram ter que optar pelo sacrifício de seus amigos em consequência de alguma doença incurável, que gere sofrimento e dor ao animal. Certamente é uma decisão bastante difícil, principalmente quando a relação com o seu animal de estimação é muito forte.

Infelizmente, encontro-me neste dilema em relação não só a um, mas a três companheiros de vida. Meus cães queridos Rincón, Steve Wonder e Pretinha deixaram de ter uma vida digna. Não que eu não a proporcione mais, mas pelas próprias complicações da idade. Aos 17 anos, Rincón sofre a uns dois anos de uma grave artrose, que o impedia de levantar-se sem ajuda. Agora, nem consegue mais ficar em pé.

Já os irmãos Steve e Neguinho, de 18 anos, são cegos desde um ano de idade. Com diagnóstico de glaucoma congênito, eles, que sempre foram animais felizes e totalmente adaptados às suas condições, hoje, além dos problemas próprios da idade, sofrem de demência senil, coisa que nunca imaginei existir em animais. Fazem as necessidades deitados, ficam na chuva ou no sol como se não sentissem frio ou calor e choramingam o dia todo sem motivo aparente.

A opção mais digna para os três será a eutanásia, ou o sacrifício como é conhecida popularmente. Porém, a decisão é muito sofrida e difícil. Se o coração considera um crime, a razão deve analisar a qualidade de vida que o animal está tendo.

Lógico que, no meu caso, os animais são idosos. Não existe um prognóstico bom nem a médio ou longo prazo. Já os cães jovens ou de meia idade, podem superar diversos problemas, adaptando-se a uma nova vida. Cada caso é um caso e cada tutor deve decidir, com o coração e com a razão. E, NUNCA, se deve optar pela eutanásia por motivos fúteis como não querer mais o animal (ele não é descartável!), por não ter dinheiro para pagar um tratamento (sempre pode se dar um jeito!), ou por enfermidades totalmente curáveis ou problemas “resolvíveis” (como bicheiras, sarnas, etc!).

Quando o prognóstico é desfavorável e as chances de cura são inexistentes, o veterinário pode sugerir o sacrifício. Mas, a decisão final é sempre nossa. E é aí que o bicho pega...

No entanto, é preciso tomar muito cuidado para que o amor pelo animal não se transforme numa obsessão. E, sem perceber, o dono acaba mantendo o animal ao seu lado mesmo que isso seja a custa da dor e sofrimento...
Se um dia você se encontrar numa situação em que tenha que decidir pela vida do seu animal, converse com o veterinário e se informe sobre todas as possibilidades de tratamento, tempo de sobrevida e, principalmente, a qualidade de vida que o cão terá. Se ainda estiver em dúvida, consulte outro profissional, até se sentir seguro da sua decisão.
Devemos lutar até o fim pela vida, dar todas as chances a ela. Porém, quando isso não for possível, aliviar o sofrimento também é uma forma sublime de amor pelo animal.

Por lei, o sacrifício ou eutanásia, realizada por um bom profissional, dentro da ética, não deve causar qualquer dor ou agonia no animal. Ele é anestesiado e, posteriormente, são aplicados medicamentos que provoquem parada cardíaca e/ou respiratória. O animal morre dormindo. Inevitável é o sofrimento do dono, mas esse sentimento logo se transformará num grande alívio por ter livrado seu amigão da dor.


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Angela Miranda

Angela Miranda, jornalista, geógrafa e moradora da Granja Viana há 30 anos.

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