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29/07/2010

Educar ou punir


Impossível precisar no tempo quando a educação começou a se valer da palmada ou da palmatória para incutir nas crianças o comportamento que os pais e professores julgavam o mais adequado. A palmatória e outros castigos vexatórios nas escolas parece estar chegando ao fim, desde que os pais reivindicaram para si o direito e a forma de castigar os filhos, quando cabível.

A palmada, no entanto, não parecia estar com os dias contados, já que trata-se de um método bastante rotineiro em nossa cultura na arte de educar quem faz arte. E quem castiga, certamente foi castigado um dia, por isso adota a prática com naturalidade, sem questionar os ônus e os bônus. Outros, mesmo tendo sido castigados pelos pais, poupam seus filhos, por não concordar com o castigo corporal e decerto para que não sintam o que sentiram, optando por caminhos mais doces para chegar ao mesmo fim, como mais estímulos positivos para os acertos, muito papo e menos punições para os erros.

Há muitos pais, psicólogos e pedagogos, no entanto, que não veem na palmada um mal em si, mas uma forma mais incisiva de ensinar uma regra que deve ser cumprida, quando o aprendiz insiste em transgredi-la. A palmada, no caso, não pretende machucar ou ferir, mas sim assustar, impor respeito ou medo de repetir a contravenção. Não deixa de humilhar, é bom lembrar, já que a relação entre a vítima e o algoz não é de igual para igual.

Mas não há como negar que perder o controle com filhos não é uma raridade, há mesmo pequenos "artistas" que tem o dom de tirar qualquer pai ou mãe do sério, gerando o impulso indesejável de "descer a mão". E e aí que mora o perigo: a força com que ela desce, quando a palmada dita educativa se torna uma agressão, a ponto de chamar a atenção do Estado. São tantas as famílias que perderam a noção do peso da mão, tantos os casos de violência doméstica, que ele se vê forçado a intervir com rigor na educação das crianças, propondo uma lei que pune os pais pelos castigos corporais imposto aos filhos.

Mas seria a lei uma saída para se coibir a palmada? Um Estado que vigia e pune e não educa, não estaria reproduzindo aquilo mesmo que condena? Mais importante e razoável que uma lei, é a oportunidade que a polêmica traz de por na pauta um assunto tão antigo quanto a humanidade, de rever os valores que estão embasando a educação das crianças e o que cabe realmente ao Estado fornecer aos cidadãos: formação e condições adequadas para o preparo de seus filhos para uma vida civilizada e plena.

E que nas mãos de todos haja mais ternura e segurança do que força e hostilidade.


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Maluh Duprat

Maluh Duprat é psicóloga clínica, orientadora vocacional e membro do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática (NPPI), da PUC/SP.

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