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Conexão Sustentabilidade

10/12/2020

Economia verde


Por Marcus Nakagawa

Você já se imaginou trabalhando para um negócio que fará parte da próxima tendência econômica? Em um empreendimento que esteja dentro de um dos setores mais promissores que só vem crescendo no mundo? Pois bem, esta é a economia verde, uma iniciativa lançada pelo PNUMA – Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente em 2008, que visa mobilizar e reorientar a economia para investimentos em tecnologias verdes e infraestrutura natural. Este movimento possui apoio de economistas e tem as seguintes estratégias: valorizar e divulgar os serviços ambientalmente corretos para consumidores; gerar empregos; definir políticas nesse sentido; e desenvolver instrumentos e indicativos do mercado, capazes de acelerar a transição para uma economia verde. 

Reforçando este movimento, existe o Green Deal, um conjunto de ações estratégicas para transformar a economia europeia menos agressiva ao clima e à biodiversidade, lançada no final do ano de 2019. E atualmente está sendo enfatizada ainda mais, neste momento de pandemia. Inclusive, a Comissão Europeia e o Conselho da União Europeia (este, presidido pela chanceler alemã Ângela Merkel), possui o lema da “Reconstrução Sustentável”. 

Uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2019, mostrou que os esforços para combater as mudanças climáticas até 2030 gerarão 18 milhões de empregos em todo o mundo. E aqui na América Latina podem gerar mais 4 milhões de postos de trabalho na chamada economia circular. 

Um setor importante nesta economia é o das energias renováveis com os biocombustíveis, energia eólica, solar fotovoltaica, entre outros. Este setor começa a aparecer também no nosso país, não só pelo biocombustível da nossa cana de açúcar, mas também pelas paisagens que já vêm sendo modificadas pelos grandes cata-ventos no nordeste e em outras regiões do país. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), já são mais de 619 usinas eólicas no país, com a capacidade instalada de 15,4 GW e a redução de 28 milhões de toneladas/ ano de CO2.

Em um outro setor desta economia está o turismo, principalmente, com o ecoturismo crescendo muito no país, com agências especializadas e pacotes específicos para a grande massa. Neste momento, durante e pós pandemia, o isolationist travel ou viagens isoladas para os locais de natureza, foram muito procurados, segundo as principais agências de turismo.

A pesca e a aquicultura também fazem parte dos setores, quando focada na pesca certificada e pesca sustentável, com vários selos e processos bem rigorosos. O setor florestal não poderia também não poderia ficar de fora, com destaque para as florestas também certificadas e com processos que estejam dentro dos parâmetros mundiais de manejo. Grandes empresas se fundindo e trazendo o melhor de cada uma para a questões de gestão ambiental.



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Marcus Nakagawa

Marcus Nakagawa é professor da ESPM; coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS); idealizador e conselheiro da Abraps; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida. Autor dos livros: 101 Dias com Ações Mais Sustentáveis para Mudar o Mundo (finalista no Prêmio Jabuti 2019) e Marketing para Ambientes Disruptivos. http://www.marcusnakagawa.com
www.blogmarcusnakagawa.com

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