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15/12/2008

Quanto mais muda...


Leio uma notícia no jornal deste domingo: há uma nova prática de cobrança de estacionamento de carros no centro de São Paulo.

Em diversas ruas, os flanelinhas passaram agora a cobrar por hora - 4 reais por hora, anotados na borrachinha do pára-brisa do automóvel. Pedem que você o deixe desbrecado, para que possam movimentá-lo e assim otimizar o espaço disponível (essa prática já é tradição em Buenos Aires, onde é difícil ver um automóvel sem o pára-choque batido ou entortado...). Ventos das mudanças...

Tudo muda. Preços, impostos, taxas então, nem se fala. Muda o vocabulário, muda a gíria, muda o tamanho do papel do jornal, muda a qualidade dos tecidos e dos produtos em geral. Mudam as pessoas, mudam as amizades, mudam as relações.

Mudam também o clima, a natureza, as espécies - muda o número de espécies no planeta, e parece que ele não pára de cair. Muda o estilo da literatura, das artes, da música. Muda o vestuário, mudam os cabelos, os apetrechos, os sapatos... Nada parece continuar; tudo está em contínua mudança. Isso faz parte até dos ensinamentos básicos de várias religiões, notadamente do budismo - a impermanência é uma das verdades básicas sobre as quais é necessário meditar.

Aquilo que hoje é império, amanhã é ruína. O que nos excita a vaidade, amanhã é lixo. Os amigos, parentes, as relações, os bens, as cidades, os países, os continentes, o planeta, o sistema solar, a galáxia... tudo mudará, completa e totalmente. Então quer dizer que isso não é apenas uma questão da doidice do nosso consumismo desenfreado? A impermanência é um fato que concerne ao ser humano, independentemente de onde vive, da época em que nasceu, do seu nível sócio-cultural-econômico? Sim. É preciso aprender a conviver com essa idéia simples e poderosa, que tem sua confirmação mais evidente quando pensamos no fato de que todos morreremos, mais cedo ou mais tarde. Essa mudança radical é algo que está além da nossa potência evitar!

Mas... não há coisas que não mudam? Mudam os políticos, ou eles são sempre os mesmos? Muda a miséria, ou ela continua sempre? Muda a injustiça, ou ela também está sempre aí?

Esta é outra questão. Lembrei-me esta manhã de um ditado francês, não sei por quê, ditado esse que me faz sempre sorrir e pensar... "Le plus ça change, le plus c"est la même chose!" Quanto mais muda, mais continua igual. Bem, podemos escolher entre mudar de verdade ou mudar só na aparência. Tudo muda de verdade, mas há padrões de pensamento, de comportamento, há pressupostos sobre a verdade das coisas que apresentam uma terrível resistência à mudança autêntica. Para não dizer que não mudam, mudam: só na aparência. Só naquilo que não importa. Trocamos um carro por outro, "muito melhor". Eletrônica nos comandos, no gerenciamento do motor, etc.

Trocamos a burocracia de papel pela burocracia eletrônica. Mas o carro, quando quebra, apaga... o sistema, quando não funciona, nos deixa na mão, e também o faz quando "não aceita" os dados importantes que não foram previstos pelo programador... Trocamos os políticos por outros, mais novos, e nos enchemos de esperança; só nos esquecemos de mudar radicalmente o sistema político, porque dará tanto trabalho... Mudamos toda uma série de comportamentos, para não mexer com aqueles que realmente poderiam fazer alguma diferença.

Não é fácil mudar de verdade. A finitude das coisas, que é a melhor compreensão da impermanência, coloca tudo sob outra visão. É preciso assumi-la como guia, para discernir o que é relevante. À luz dessa finitude, as coisas mudam mesmo. Se tudo acaba, tudo muda, em que direção seria melhor mudar? Como a mudança pode ser na direção de mais felicidade - para mim e para os outros - e não uma mudança apenas cosmética?

Veja se não é verdade, em sua vida: não há coisas que, quando mais mudam, mais continuam iguais? Você se sente assim?

Se sim, então está na hora de refletir... e assumir o que o coração diz!


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