24/07/2013
O vinho tem uma longa e linda história e cada garrafa pode ter a sua, o que contribui muito para o fascínio que ele exerce. Provavelmente há cerca de sete mil anos o vinho já estava intimamente ligado à cultura europeia - e continua a inspirá-la até hoje.
Existem dados históricos de que o vinho se originou nas montanhas do Cáucaso, na Geórgia. Ele faz parte da cultura mundial desde os primeiros registros. O Deus Dionísio (ou Baco) convidava á celebração com vinho. Mais que uma bebida era um estilo de vida mediterrâneo. Depois, ele se tornou importante para a religião cristã. E assim foi no século XVl, os europeus estavam começando a se aventurar para o Novo Mundo e consigo levavam o vinho, que ia se propagando. Hoje ele está em todo o mundo.
No final do século XX, o mundo tinha mais de oito milhões de hectares de vinhas e produzia quase 300 milhões de hectolitros (cada hectolitro tem cem litros )de vinhos. Ele hoje é produzido praticamente em todo o mundo, do Brasil ao Chile, para África do Sul, à Nova Zelândia e à China. A Europa Mediterrânea ainda é o coração da viticultura.
E foi a busca por terroirs (composição de solo e clima favorável ao plantio de vinhos).que levou viticultores (produtores de vinhos ) a procurarem sempre lugares novos, onde a uva poderia se adaptar cada vez melhor. Áreas recém-descobertas, como por exemplo, lugares aqui mesmo no Brasil, como o Vale do Rio São Francisco, na Bahia, e até regiões localizadas perto do Paraná, onde já podemos provar exemplares de vinhos muito bons, com uva Tannat, originária da França e que se tornou famosa no Uruguai.
Hoje, podemos falar que os vinhos e os vinhedos provêm do Novo e do Velho Mundo. O Velho Mundo é o coração da viticultura, vindo de regiões clássicas como Itália, França e Espanha. E, no Novo Mundo, temos vinhos provenientes da América do Norte e América do Sul. Brasil, Chile, Argentina, Austrália, Nova Zelândia, China e África do Sul, fazem parte do Novo Mundo dos vinhos.
Até pouco tempo atrás era fácil identificar na hora em que estávamos degustando um vinho, se ele era do Novo Mundo ou do Velho Mundo. Hoje essa percepção é mais difícil. O Novo Mundo, antes característico por fazer vinhos mais robustos, vem aprimorando técnicas de vinificação e hoje está fazendo exemplares mais elegantes, como os do Velho Mundo
A palavra elegância pode parecer não combinar muito com o contexto mas no mundo no vinho os enólogos, responsáveis por eleborar o vinho, espécie de alquimistas, buscam tornar o vinho sim cada dia mais elegante. Antes vinhos potentes, concentrados, fortes, eram os que ditavam moda. Hoje o consumidor, busca vinhos mais finos, fáceis de tomar, delicados, sutis, discretos.
O Velho Mundo está aprendendo também com o Novo Mundo, para fazer vinhos com mais complexidade, usando técnicas de cultivo antes desconhecidas, por exemplo: os viticultores têm incorporado a borra do vinho, depois dele quase pronto, para dar mais complexidade em seus vinhos. Isso significa que as fronteiras entre os sabores do Velho e Novo Mundo estão cada vez mais tênues.