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31/05/2016

O que não se mede não se gerencia


Criatividade, inovação, pensar fora da caixa e diversas outras expressões que se ouve no mundo do empreendedorismo e encantam muita gente. São conceitos excelentes que, além de nos desafiar criativamente e na busca de soluções podem resultar em processos muito divertidos.

Esse é o lado que muitos empreendedores querem viver e colocar todo seu potencial. E diversos “gurus” incentivam como se esse fosse o único lado a valorizar. No dia a dia a realidade é um pouco diferente. Os conceitos acima citados dão todo o tempero e a diversificação ao negócio desde que tenham objetivos e sejam medidos e gerenciados.

A frase que dá título a este artigo foi uma das que eu mais ouvi durante as minhas formações em Coaching: o que não se mede não se gerencia. E para se medir o que quer que seja é necessário registrar. Burocracia na medida certa além de necessária, é muito benvinda. Dá base para decisões estruturadas.

Qualquer empresa por menor que seja – até de uma pessoa só – precisa de processos e registros. Se a dona de casa que faz bolos para festa registrar e gerenciar seus dados simples como data de aniversário dos membros da família de seus clientes, idade, sabores preferidos quando, que tamanho e que tipo de bolo seus clientes compram, bem como o quanto ela tem de cada ingrediente em estoque e os preços praticados nas últimas compras em cada fornecedor, além de economizar ela vai vender mais e provavelmente lucrar mais com seus produtos. E pode se tornar mais produtiva se estabelecer rotinas: segunda-feira é dia de contar o estoque, fazer compras, por exemplo.

Terça é dia de procurar e testar receitas novas. Certamente que há imprevistos, o que não se pode é usá-los como desculpa para não se estabelecer rotinas.
O caso da confeiteira – uma atividade solitária e caseira – foi proposital para mostrar que de registro de dados e processos ninguém escapa para ter sucesso. É chato? Sim. Dá trabalho? Sim. Toma tempo? Não. Economiza tempo no longo prazo e ajuda a organizar pensamentos.

Pensamentos e criatividade, pois quando criamos um produto ou serviço não o fazemos para nós e sim para o cliente. E só conseguimos saber o que o cliente quer e o que vai comprar se levantamos e analisamos dados. Há quem diga que a organização de dados ajuda até o profissional a ser mais criativo. Dá norte, finca os pés no chão.

Não tem jeito. Quem quer crescer, não pode fugir da planilha. Até mesmo para saber o quanto está crescendo.

Afinal o que não se mede não se gerencia.


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Karen Gimenez

Karen Gimenez - Master Coach, PNL Master e Coach em Inteligência
Financeira. Professora de Pós-Graduação e Diretora de Grupos de Estudos da ABRH
- Associação Brasileira de Recursos Humanos - Regional Alphaville. Atua
como processos de Coaching Executivo e de Negócios, desenvolvimento de
lideranças e porta vozes, gerenciamento de crises, gestão de conflitos e
consultoria estratégica em desenvolvimento de pessoas e equipes. Jornalista com
pós-graduação em Estratégia Empresarial e Geógrafa com especialização em Gestão
do Terceiro Setor. 



Contatos: karen@kgcoaching.netwhatsapp (11) 9 9114-2681 www.kgcoaching.net

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