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19/05/2015

Brasileiro abre empresa, não empreende 1


A capacidade empreendedora do brasileiro vem sendo contestada mundialmente. É o que diz o Global Entrepreneuship Index anuário mundial sobre empreendedorismo publicado pelo Global Entrepreneurship and Development Institute, (Gedi) uma das maiores organizações mundiais voltadas para o tema. No ranking do empreendedorismo, o Brasil fica em 100º lugar, atrás de países como Gabão, Irã, Ruanda e Senegal.

O Irã que ocupa a 94ª posição em 2015 é apontado no levantamento como um dos que mais registrou evoluções no último ano subindo sete posições no ranking atrás apenas da Grécia que ganhou 10 posições em um ano e os Emirados Árabes que subiram 12 pontos e hoje já estão no clube dos top 20 mundiais em empreendedorismo. A centésima posição não coloca o Brasil na lanterninha. Estamos na frente da Venezuela, do Paquistão e do Burundi, entre outros. Mas o que coloca a 8ª economia mundial em uma posição tão questionável em um levantamento mundial?

Talvez que o nosso conceito de empreendedorismo não esteja alinhado ao que o mundo pensa a respeito. Enquanto ainda nos baseamos fortemente em conceitos que – quando sozinhos – podem ser muito rasos como “acredite no seu sonho” e “siga a sua intuição” tem muita gente lá fora empenhado em realmente aprender a empreender. E pagar o preço emocional desse aprendizado. A fórmula usada para calcular o ranking é complexa e o governo pode atrapalhar. Mas antes de entrarmos na zona de conforto acreditando que achamos o motivo que nos levou à centésima posição e nos colocarmos mais uma vez como vítimas, que tal refletirmos sobre os pilares do empreendedorismo que o Gedi considera? Dos 14 pilares que vamos apresentar - em duas partes - as piores performances do Brasil estão em Capital Humano e Inovação, tanto de produtos quanto de processos. Isso porque como já tratamos anteriormente, brasileiro está muito mais para criativo do que inovador.

1. Percepção de oportunidade – aqui são consideradas a taxa de urbanização e o potencial do mercado. Temos 85% de taxa de urbanização e uma população que nos últimos anos caracterizou-se pelo crescimento do consumo. É a nossa maior qualidade segundo o ranking

2. Starup skills – que seria algo como habilidades ou conhecimento para tocar um negócio. Aqui ainda escorregamos e muito. Assim como em diversos outros países em desenvolvimento acreditamos na tentativa e erro enquanto em países desenvolvidos a capacitação em negócios e gestão é muito mais valorizada não importa o tamanho do negócio.

3. Aceitação de risco – Se por um lado muitos colocam todas as suas fichas no negócio – sem deixar uma reserva prudente ou colchão financeiro para lidar com eventualidades ou mudanças de rumo – por outro lado arriscamos sabendo pouco o tamanho desse risco. Apostamos sem calcular até onde nossa intuição e nosso esforço podem nos levar e o que pode aparecer no meio do caminho. Não sabemos interpretar o cenário econômico e não mapeamos de maneira eficaz o mercado e a concorrência. Coisa de economista? Não, para um pequeno negócio instituições como+ Sebrae ou Endeavor capacitam o suficiente para quem realmente está disposto a levar essa análise a sério.

4. Networking – fazemos mal. Lembramos dela na hora da necessidade, focamos na quantidade e muitas vezes somos ou agressivos tentando forçar a venda ou o contrário, não aproveitamos a oportunidade

5. Apoio cultural – contempla tanto a visão que os profissionais ativos têm do empreendedorismo como opção profissional quanto o suporte cultural de seu país para esse tipo de atividade. Como suporte cultural entende-se desde incentivos e capacitações diversas até aspectos da cultura ou realidade do país como a corrupção. Apesar do crescimento de entidades apoiadoras do empreendedorismo e algumas facilidades legais que surgiram nos últimos anos, o quesito corrupção joga muito contra nós. Não somente a corrupção do governo, mas a nossa cultura do “jeitinho’, de acreditar que a Operação Lava Jato, a caixinha do guarda na estrada, usar um contato importante para passar na frente em alguma fila ou o uso de produtos piratas mesmo que de baixo custo não estão relacionados. Afinal, vivemos em um país em que os governantes são eleitos por nós e podem ser depostos também por nós.

6. Empreender por oportunidade – nem todos os profissionais autônomos ou donos de pequenos negócios, estão nessa situação por opção. Uma parcela considerável o faz por necessidade, seja pela falta de preparação para exercer uma profissão, pelo desemprego depois de uma determinada idade ou outro motivo. Isso não significa que o empreendedor por necessidade, quando bem capacitado, não possa dar certo. Mas quando fazemos algo com motivação as chances são bem maiores.

7. Tecnologia – dificilmente um negócio sobrevive sem ela. Empreendedor que não gosta de tecnologia precisa, pelo menos, ter algum parceiro ou alguém em sua equipe que goste e entenda. Entender significa muito mais do que saber usar as ferramentas, é conhecer o conceito e traçar estratégias a partir dele. Nesse pilar a participação do poder público também é bastante relevante tanto em relação à infraestrutura digital quanto em incentivos à aquisição de equipamentos. As ferramentas digitais de gestão, marketing e planejamento já não são mais problema. Há versões gratuitas ou de baixíssimo custo de excelentes ferramentas, inclusive em português. Hoje é possível gerir um pequeno negócio apenas com o que o Google oferece. O Brasil ainda carece de banda larga de qualidade em várias regiões, mas nos grandes centros só não é digital quem não quer



Na próxima quinzena vamos refletir sobre os outros sete pilares – Capital Humano, Competitividade, Inovação em produtos, Inovação em processos, Crescimento, Internacionalização e Capital de Risco e qual a relação deles com o empreendedorismo brasileiro


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Karen Gimenez

Karen Gimenez - Master Coach, PNL Master e Coach em Inteligência
Financeira. Professora de Pós-Graduação e Diretora de Grupos de Estudos da ABRH
- Associação Brasileira de Recursos Humanos - Regional Alphaville. Atua
como processos de Coaching Executivo e de Negócios, desenvolvimento de
lideranças e porta vozes, gerenciamento de crises, gestão de conflitos e
consultoria estratégica em desenvolvimento de pessoas e equipes. Jornalista com
pós-graduação em Estratégia Empresarial e Geógrafa com especialização em Gestão
do Terceiro Setor. 



Contatos: karen@kgcoaching.netwhatsapp (11) 9 9114-2681 www.kgcoaching.net

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