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Agito Cultural Voltar

05/02/2009

Entrevista - Paulo Oliveira


  1. Você chegou em SP vindo do Sul, na década de 80, um período muito fértil da música paulistana que trazia à tona Arrigo Barnabé, Itamar Assunção, Grupo UM, Grupo Medusa, Hermeto Paschoal e tantos outros. Como foi pra você o contato com tudo isso?

    Foi um período muito rico em termos de aprendizado musical. A grande diversidade de manifestações não só musicais mas artísticas de uma maneira geral, que ocorriam naquela época em São Paulo, colaborou intensamente no desenvolvimento da minha musicalidade. Na época morando em Pinheiros, eu era um assíduo freqüentador do "Lira Paulistana", ali e em muitos outros palcos assisti a shows que me lembro até hoje.

    A oportunidade de participar deste panorama tão variado, com certeza se reflete hoje nas composições do meu disco "Trópico de Capricórnio" que faz justamente uma alusão a este caldeirão cultural paulistano.

    Acho que foi um momento único de efervecência criativa que infelizmente não se repete nos dias informatizados de hoje.

  2. “Trópico de Capricórnio” é o primeiro CD com composições suas, como foi o clima das gravações e a participação dos músicos?

    Este projeto foi realizado paralelamente a implementação do meu "home studio" o Sopro Virtual.

    Sempre tive grande interesse pela tecnologia aplicada a produção musical e a realização deste disco foi também a oportunidade para aprofundar estes conhecimentos.
    Desde 1989 que toco um instrumento digital de sopro, o Wind-Sinthesizer e esta foi a porta de entrada para este mundo onde posso utilizar a técnica do instrumento de sopro tradicional para assumir papéis diferentes na música, como contrabaixos, cavaquinhos, cordas sinfônicas, percussão e muito mais.

    Boa parte da gravação deste trabalho aconteceu em solitárias madrugadas, mas houve também a participação generosa de grandes amigos como os percussionistas Guelo, Edu Contrera e Zezinho Pitoco, do pianista e "granjeiro" Beba Zanettini (que também está lançando o seu CD), e dos colegas do Grupo Zarabatana: Mario Carvalho (piano), Mauro Wagner (contrabaixo) e Claudio Vechiatto (bateria). Todos tocaram não a "troco de bananas", mas a troco de caquis, abacates, limões ou pitangas de acordo com a safra do momento lá de casa. Coisas de quem mora na Granja. (rss)

  3. Como é morar na Ganja Viana? Há quanto tempo se tornou granjeiro? Também trabalha por aqui?

    Morar por aqui tornou-se imprescindível. Apesar de trabalhar bastante em SP não consigo mais me imaginar morando dentro da cidade.

    Acostumei-me ao silêncio, aos passarinhos, ao ar mais puro e isso ajuda-me a ficar mais próximo de mim mesmo.

    Me causa espanto ver, às vezes, a falta de cuidado com este espaço tão rico. Estou na Fazendinha desde 1995 e já vi lugares lindos serem destruídos para aparecerem no seu lugar condomínios de muitas casas em espaços pequenos, mas com nomes bucólicos. Uma pena!

    Ultimamente, para ficar mais por aqui, tenho aberto mais espaço para alunos de saxofone e flauta, pois ensinar a tocar estes instrumentos é uma atividade que me dá muito prazer.

  4. Há poucos dias li um artigo na internet que aborda o interesse dos jovens pelas grandes orquestras. Pode comentar um pouco sobre este tema? Qual o seu ponto de vista? As grandes orquestras estão em extinção ou em evolução? Onde é possível ver e ouvir uma grande e boa orquestra?

    Realmente acho que quem já teve a oportunidade de assistir uma "big-band", ficou impressionado com a sonoridade deste tipo de grupo de sopros.

    No meu currículo tenho orgulho de ter tocado em algumas formações deste tipo: a tradicional orquestra do Silvio Mazzuca; a orquestra do extinto clube Gallery; a Bandaza do Clube Avenida; o Heartbreakers; a Zerró Bigband Project e também algumas "subs" que fiz na Banda Savana do Maestro Branco.

    É evidente que a época de ouro deste tipo de formação ficou no passado e, não creio que músicos iniciantes tenha hoje em dia, a mesma oportunidade que tive de participar destas formações com mais freqüêencia. No entanto, creio que sempre haverá espaço para elas, que constantemente mostram sinais de uma evolução na linguagem sem abandonar a típica formação de saxofones, trombones e trumpetes e, mais uma sessão rítmica (piano, baixo e bateria geralmente). Bons exemplos no cenário internacional são a banda da arranjadora Maria Schneider e aqui em SP a Banda Mantiqueira que sob o comando do saxofonista Proveta sempre inova mantendo uma sonoridade muito brasileira.

  5. Conte sobre seus projetos novos e futuros.

    Além de divulgar o CD "Trópico de Capricórnio", para 2009 devo estar gravando o terceiro CD com o Grupo Zarabatana, quarteto de música instrumental do qual participo desde 2001. Também pretendo estrear um trabalho em duo com o excelente pianista Beba Zanettini, trabalho este que já estamos ensaiando desde o final do ano passado. Tenho ainda um projeto de um CD de música para meditação, assunto que me interessa bastante, algumas faixas já estão praticamente prontas. Além disso fui convidado a produzir um CD do Grupo Guaçaton, uma formação de crianças e adolescentes de Caucaia, um trabalho muito bonito dirigido musicalmente pela professora Isa Uehara.

    Enfim pretendo fazer muita música.



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