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27/01/2010

CD Amazônia


“Amazônia” é o nome do meu novo CD que já está em fase de gravação e estamos trabalhando com previsão de lançamento para o mês de abril próximo.

A “história” deste CD começa há 25 anos, quando eu, morando na Granja Viana, recebi um telefonema de um menino chamado Régis Gontijo que queria ter aulas de música. Ele disse que eu teria que arrumar um horário pra ele, uma vez que ele acabara de chegar do Amazonas, tinha 16 anos de idade, nunca havia estado em SP, e que queria ser músico. Eu, praticamente, o “adotei” e ainda lembro do menino com o sonho estampado no rosto ansioso e que queria se tornar músico.

Neste ano, o menino Regis, que ainda guarda a alegria quando toca e o permanente sorriso, completa 40 anos de idade e decidiu se dar de presente um CD! E me convidou para esta parceria; fazer os arranjos, tocar e compor as músicas.

Régis sugeriu e insistiu que eu conhecesse a Amazônia de perto, passando lá uns 15 dias com ele, para estimular, a partir daquele especial contexto, as “inspirações” e compor as músicas do nosso CD. A concepção musical do CD envolveria não só a floresta, os bichos, a água, mas o “sabor” daquela região que faz parte integrante da vida e do cotidiano deste manauara. Foram 15 dias maravilhosos e inesquecíveis pra mim!

Régis mora num condomínio chamado Vivenda Verde, que fica a cerca de 20 minutos de Manaus. Uma situação parecida entre a Granja Viana e SP-Capital. Na casa tem um cachorro da raça Pit-Bul chamado “Pitoco” que logo ficou meu amigão rs e, claro, ganhou uma música no CD. Ele matava os escorpiões que ficavam na varanda e vinha nos mostrar. Durante a madrugada, um barulho maluco na varanda quando ele entrava em guerra com as “Mucuras” que são um tipo ou espécie de ratazana gigante da floresta.

Logo no início de minha estada lá, pude observar uma relação de muito amor, carinho e respeito que o Régis tem pela floresta, os rios, índios e animais. Os olhos dele brilham de um jeito diferente quando fala daquele lugar!

Além de estar com uma pessoa linda e que conhece tudo daquela região, pude conhecer e curtir um dos lugares mais lindos do planeta. A fauna, a flora e os rios da Amazônia com os “sons” daquele lugar, são de uma beleza infinita.

Um dos passeios mais marcantes foi quando fomos para a fazenda da família que fica em Roraima, já pertinho da Venezuela, pela única estrada que existe em Manaus e que dá acesso a outro lugar que se possa ir de carro. Outras opções de viagem, somente são possíveis de barco e avião.

Presidente Figueiredo é uma cidadezinha que fica a apenas duas horas de Manaus, no caminho, mais ou menos 130 cachoeiras ao redor da cidade e eu conheci algumas delas que são especialmente muito lindas. Na estrada, vi um animal chamado cotia e me lembrei da Granja. A cotia, é o prato preferido das onças.

Já na fazenda, por volta das 17h00, ao final da tarde, Régis me levou para conhecer um berçário de Araras. Eram muitas araras voando em duplas e fazendo um som muito alto sem parar.

O capitão do mato é um pássaro que canta e avisa toda a floresta que tem alguém estranho ali, sempre nos acompanhava e não parava de cantar. A fazenda faz divisa com uma reserva indígena com 400 km de extensão, com a tribo “Waimiri-Atroari” que não é muito amigável (rs) e não quer nenhuma aproximação com o homem branco. Às 18hs, os índios fecham a estrada e só reabrem às 6hs do dia seguinte. Ninguém passa! Essa atitude evita muitos atropelamentos de animais que acontecem durante a noite. Por ano, uma média de 5 mil animais são atropelados, incluindo onças.

À noite, o “planetário” ficava misterioso com a “música ao vivo” que não parava de acontecer todo o tempo, e com sons que não conseguíamos identificar direito a origem. Neste lugar, ficamos completamente isolados. Não há comunicação com outros lugares e pessoas. Não tem telefone, tv, jornal, rádio, nada! Foram 3 dias “Unplugged”.

Em outra fazenda, já em Puraquequara - berço e nome do peixe elétrico, fica o “Templo do Santo Daime”. No almoço, depois de comer uma caldeirada de Tambaqui com bananas, passei a tarde toda tocando hinários do culto com as pessoas que moram lá em comunidade. Com aqueles 40 graus de muito calor e umidade, as arraias, peixes elétricos, sucuris e jacarés que moram à beira do rio não impediam ninguém de mergulhar no rio para refrescar um pouco. Ufa! Mas dá medo sim, ô se dá (rs). Ah! Esqueci das “Piranhas”, que também ganharam música.

De volta pra cidade e ao “Encontro das Águas”, fui ao teatro Amazonas, um dos mais lindos do mundo, ouvir a Big Band Amazonas Jazz, que é dirigida com muita competência pelo amigo Rui Carvalho, num trabalho bastante original.

No próximo artigo, falarei sobre o som do CD, a concepção, o processo de compor e as etapas de gravação nos stúdios, e dos grandes músicos e amigos que participam deste CD.


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