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24/09/2008

Tumulto

Era pra ser um dos momentos para entrar na história da cidade.


Era pra ser um dos momentos para entrar na história da cidade. Um marco da democracia.
Mas não foi. O debate entre os candidatos a prefeito de Cotia teve de ser cancelado depois de um grande tumulto e completa falta de segurança.

As mídias organizadoras lamentam profundamente o ocorrido e pedem desculpas pela não realização do evento.

Erramos.
Erramos em subestimar a quantidade de pessoas que participariam do debate, tendo em vista que a participação popular em atividades cívicas sempre foi muito rara na cidade.

Erramos em não acreditar no poder de organização das massas em prol de uma causa.
Erramos em primar pela democracia não restringindo ou limitando a participação do público no debate.

Erramos em acreditar no Secretário de Segurança de Cotia, senhor Nelson Bruno que se comprometeu com a segurança do evento e em meio a toda a confusão alegou que simplesmente não conseguia contato com os membros da Guarda Civil.

Erramos quando acreditamos que os candidatos fossem cumprir a regra de não levar "torcida organizada" para o debate cuja única finalidade era ajudar o eleitor a fazer sua escolha. Mais uma vez ficou claro, que não podemos acreditar em políticos.

Erraram os candidatos ao não lembrarem suas equipes de cabos eleitorais que não estavam indo para um ringue e sim para um evento cívico e democrático.

Erraram as equipes que não tiveram a mínima civilidade, não souberam se comportar numa casa onde estavam como convidados e foram muito bem recebidos.

Tudo estava indo muito bem. Pela primeira vez as mídias locais se uniram na promoção de um evento cujo objetivo era contribuir com a democracia e com o papel social de informar e formar cidadãos.

A Direção da Faculdade Mario Schenberg (veja a nota) de pronto ofereceu o espaço para sediar o evento. Organização e assessoria de candidatos se reuniram para acertar as regras que foram aceitas por todos. Entre elas, a solicitação de que cada um iria acompanhado de no máximo 10 pessoas. A Secretaria de Segurança Pública, na pessoa do secretário Nelson Bruno, se comprometeu em garantir a segurança do local com a Guarda Civil.

Quase 200 perguntas foram enviadas por e-mail aos 5 candidatos, o que nos deixou muito satisfeitos, afinal o público estava participando, interessado em conhecer as propostas de governos dos candidatos.

Na noite de terça-feira, quem passou pela Estrada do Espigão, rua da Faculdade Mario Schenberg, se deparou com um gigantesco congestionamento, típico de horário de pico, com o trânsito parando na Rodovia Raposo Tavares. Do lado de fora da escola, a cena era de final de um clássico de futebol no Morumbi. Só que, neste caso, não eram apenas duas torcidas, mas quatro equipes prontas para o que desse e viesse. Gritos, xingamentos, empurrões, tiraram o brilho do evento que não aconteceu mesmo com a presença de quatro, dos cinco candidatos convidados - Ailton Ferreira (PV), Carlão Camargo (PSDB), Mario Ribeiro (PSB) e Tagarela (PTB). Luiz Carlos Santos do Psol não compareceu (sendo também uma torcida organizada a menos).
O não comparecimento da Guarda Civil (que só chegou ao local quase duas horas depois, quando o tumulto já tomava conta do local, dificultou ainda mais as coisas. Apenas a segurança e os funcionários da Faculdade heroicamente tentavam acalmar os ânimos e preservar o local. De certo modo conseguiram.

A presença de espírito, liderança e o imenso poder de persuasão do delegado da Granja Viana Alexandre Palermo foi decisiva e importante para manter a ordem e a segurança do local. Aos poucos, as torcidas que já haviam deixado o auditório e se concentravam no Ginásio de Esportes foram deixando o local, muitos comemorando o feito, a vitória por ter impedido que o debate acontecesse. E assim, o cenário se desfez.

Perdemos.
Perderam os candidatos que não apresentaram suas propostas (se é que realmente queriam isso).
Perderam os eleitores que deixaram de conhecer um pouco mais os candidatos para no dia 5 de outubro fazer a melhor escolha.

Aprendemos.
Como tudo tem um ponto positivo o episódio deixou claro o poder de mobilização e de liderança de algumas pessoas e a força dos órgãos de comunicação, haja vista a quantidade de perguntas enviadas aos candidatos e hoje a quantidade cartas recebidas sobre o assunto.


Aprendemos que Cotia, uma das maiores cidades da Grande São Paulo, ainda não está preparada para viver uma democracia. Que estamos muito aquém de ser um povo civilizado. Aprendemos que ainda temos muito que aprender.

Leia as opiniões sobre o debate e os comentários abaixo.

Comissão Organizadora
Cotiatododia
Jornal D´aqui
Site da Granja
Revista Circuito
Imprensa Rotarya
Jornal da Granja Viana








 

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