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14/09/2020

Covid: Queda nas mortes

SP puxa queda de mortes pela doença no país, mas é cedo para comemorar


Depois de um longo platô contabilizando todos os dias uma média de mais de mil mortes por coronavírus, há duas semanas o Brasil apresenta uma queda nos novos óbitos notificados. Dados oficiais do Ministério da Saúde mostram que o país tem registrado uma média entre 800 e 900 mortes diárias nas duas últimas semanas epidemiológicas ? entre 23 de agosto e 5 de setembro. Uma tendência de redução na média móvel de mortes por covid-19 também é observada no levantamento feito pelo consórcio da imprensa com dados das secretarias estaduais da Saúde. Os números podem soar animadores, mas ainda é cedo para cravar que o país está controlando a pandemia.

Especialistas afirmam que os dados nacionais precisam ser interpretados com cautela, já que a queda pode estar sendo impulsionada pela redução de óbitos apresentada nos populosos Estados de São Paulo e Minas Gerais. A tendência é que, nacionalmente, o Brasil siga vivenciando a transmissão do vírus em um patamar mais baixo, mas os estágios da epidemia ainda são muito diversos nas regiões. “A impressão que dá é que o que está puxando [a queda nacional] para baixo é o Estado de São Paulo. Alguns Estados ainda estão subindo, mas o impacto de São Paulo é forte porque é um Estado muito populoso. E outros locais não estão com a aceleração inicial”, afirma o epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Lotufo. Desde o começo da crise, São Paulo apresenta os maiores números absolutos tanto de casos de covid-19 quanto de óbitos. A queda representativa do Estado, o mais populoso do país e que apresenta queda de óbitos há quatro semanas, impacta as estatísticas nacionais.

Lotufo explica que a capital paulista já apresentava uma queda no número de mortes, mas apenas nas últimas semanas essa tendência tem se apresentado no interior do Estado. “No início da crise, várias cidades do interior estavam bastante reticentes e fecharam [as atividades]. Mas vieram aberturas precipitadas que os obrigaram a fechar novamente. Isso está impactando na atual redução de óbitos”, analisa o epidemiologista. A queda de óbitos de São Paulo apresenta uma curva bastante íngreme no gráfico apresentado do Ministério da Saúde, embora o documento não apresente números específicos da queda do Estado.

O Observatório Covid-19 BR, que acompanha os dados da pandemia desde o começo da crise, concorda que há uma queda de óbitos em São Paulo, confirmada inclusive com a correção estatística feita por conta dos atrasos que existem na notificação das novas mortes. “A possibilidade de queda de óbitos por covid-19 no Brasil existe, é real. Mas a gente ainda tem que esperar algum tempo para saber se essa queda é efetiva ou se há influência do atraso de notificações”, explica Rafael Lopes, membro do Observatório. Ele também diz que é preciso considerar o peso da queda apresentada por São Paulo nos dados nacionais. “Quando se olha o Brasil inteiro, temos que considerar as diferenças na dinâmica e no momento epidêmico nas várias regiões. Uma queda de óbitos em São Paulo sempre vai pesar mais nos dados nacionais que do Ceará, porque o tamanho das populações são muito diferentes”, explica.

O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde aponta que São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais apresentaram os maiores números de novos óbitos na semana epidemiológica que vai de 30 de agosto a 5 de setembro, mas os três demonstraram redução na cifra em relação à semana anterior. Amazonas apresentou um incremento considerável, mas o Estado estaria incluindo agora mortes que estavam em investigação. Estados do Sul e Centro-Oeste, que começaram a crise com menos casos e apresentaram crescimento nos últimos meses, têm apresentado uma desaceleração no número de mortes por covid-19.

 “A grande mensagem na hora de olhar os números da epidemia é ter cautela. A epidemia, em todos os níveis ?nacional, estadual ou municipal? é sempre resultado de ações humanas. E aí, por mais que as pessoas estejam se movimentando mais, estão usando mais máscaras e se protegendo”, afirma Rafael Lopes. Muitos locais do Brasil estão cada vez mais ampliando o relaxamento das quarentenas, mas o pesquisador afirma que o comportamento social menos severo que o do lockdown não pode minimizar a importância das medidas de segurança. “A queda é de mil pra 800 mortes. É expressiva, mas não significa que a coisa está bem. De modo algum significa que pode abrir mão dos cuidados”, acrescenta.

Fonte: El Pais

Leia a matéria completa em https://brasil.elpais.com/brasil/2020-09-11/sao-paulo-puxa-queda-de-mortes-por-covid-19-no-pais-mas-e-cedo-para-cravar-controle-da-pandemia.html



 

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