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09/10/2009

Nada é maior do que a solidariedade

"Nada é maior do que a solidariedade e por ela a gente não agradece, se alegra.


"Nada é maior do que a solidariedade e por ela a gente não agradece, se alegra."
(Herbet de Souza: Betinho)


Caros amigos,


Por que será que uma favela e um bairro pobre são chamados de comunidade? Comunidade da Rocinha, de Heliópolis. E por que um bairro de classe média e um condomínio não são chamados de comunidade?

Uso essa pergunta para iniciar o assunto que quero tratar na carta desse mês.

Comunidade, segundo o dicionário Houaiss, quer dizer, entre outras coisas, comunhão; concordância; harmonia; conjunto de indivíduos organizados com algum traço de união; população ligada por interesses comuns ou que partilha interesse comum.

Isso quer dizer que uma comunidade pobre partilha e está ligada por interesses comuns, tem organização e união. Ao contrário dos que moram num condomínio, num prédio ou num bairro de classe média para alta, que não possui comunhão, organização, interesses comuns, união.

De uns tempos para cá temos visto nascerem grupos de gente que não mora em comunidades a se organizarem em torno de um interesse comum. O aquecimento global está fazendo indivíduos que vivem solitários e fechados em seus carros, casas e condomínios, a se unirem em busca de soluções para um problema que estão entendendo como ameaçador à vida.

O individualismo não tem futuro num mundo ameaçado e as pessoas descobrem o que os pobres já sabem: que é preciso estar unido para enfrentar um inimigo comum.

Veremos um dia condomínios virarem comunidades. Comunidade do edifício tal ou do condomínio tal. Os edifícios e condomínios são lugares privilegiados de gestação de um novo e urgentemente necessário modo de viver comunitário. Um condomínio poderá se organizar para fazer em comum as compras de alimentos, ganhará no preço e no tempo. Um condomínio poderá se organizar para que uma educadora cuide de algumas crianças que não precisarão se deslocar para creches. Os moradores poderão se organizar para irem juntos para o trabalho. Poderão ter uma horta coletiva. Poderão se auto ajudar ao conhecerem os problemas uns dos outros.

Tudo isso é possível! Para se tornar realidade é preciso vontade, essa vontade só acontece quando estamos no abismo, quando a vida está ameaçada, quando estamos desesperados. A consciência de que pereceremos se não agirmos nos obriga a nos organizar. É o lado positivo da catástrofe. Já está começando. Os pobres poderão ajudar nessa tarefa, pois já vivem em comunidades, poderão ensinar a todos nós os caminhos da solidariedade que salva vidas, que dá sentido à vida.


Abraço fraterno,

Walter Steurer,
Comunidade do Projeto Âncora


 

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