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25/06/2009

Horta de ervas e temperos

Já pensou em ter uma horta em casa? Quantas vezes a gente está cozinhando e, de repente, faltou salsinha ou cebolinha para o toque final no prato? O filho está gripado, com o nariz congestionado, e o hortelã acabou? Estava louco para fazer um belo pesto e.


Já pensou em ter uma horta em casa? Quantas vezes a gente está cozinhando e, de repente, faltou salsinha ou cebolinha para o toque final no prato? O filho está gripado, com o nariz congestionado, e o hortelã acabou? Estava louco para fazer um belo pesto e... cadê o manjericão? Tive o privilégio e o prazer de fazer uma longa entrevista com nossa conhecida paisagista e "jardineira", como ela gosta de se intitular, Regina Bittencourt. Com aquela simpatia costumeira, Regina encantou-me com a sua sabedoria e sua imensa paixão pelas plantas e pela natureza.

Sonho de granjeiro
Sei que ter uma horta, seja ela tradicional, seja ela de ervas e temperos, é um sonho de consumo da maioria dos granjeiros. Para quem já tem, Regina dá excelentes dicas sobre cuidados e uso das ervas e temperos. E, para os marinheiros de primeira viagem, uma boa notícia: você vai navegar em mares já muito navegados por ela, e sua chance de sucesso é enorme! Afinal, o inverno chegou com tudo e, se você se animar, ainda vai ter uns belos chazinhos caseiros para aquecer suas noites na mais fria estação.

Como eu começo?
Regina recomenda que a uma primeira horta de temperos e ervas seja plantada em vasos. Isso mesmo! E sabe por quê? Porque é uma forma muito mais fácil e prática de cuidar da horta e de obter sucesso. Outra dica: que ela seja à mão! "Uma horta longe não funciona, diz Regina. Às vezes, é mais fácil comprar a sua erva ou seu tempero no supermercado mais próximo do que ir longe colher o que você precisa, por incrível que pareça", afirma a experiente paisagista.

Adote a sua horta
"Quando você resolve ter uma horta em casa, da mais simples que seja, é como se você estivesse trazendo um bichinho de estimação para casa: a horta é um pet!", ensina Regina. Ela necessita de cuidados em relação ao sol, à sombra, meia sombra, rega e poda. Desanimou? Nem pense! É como um animalzinho em casa! Você vai aprendendo com o tempo, se acostumando e pegando gosto. E, como diz Regina: "A planta responde aos seus cuidados, você passa a interagir com ela!"

Húmus de minhoca: a base de tudo
"Quando for comprar o húmus de minhoca para pôr nos seus vasos, tenha muito cuidado! Tem que ser húmus bom, senão, compromete todo o seu trabalho!", alerta Regina. E como pessoas totalmente leigas vão saber diferenciar o joio do trigo? (e será que os granjeiros de origem urbana sabem diferenciar o joio do trigo?) "O húmus de minhoca tem que estar solto, igualzinho ao pó de café". (Bem, isso é algo que as pessoas de origem urbana conhecem bem!) Regina recomenda que o vaso tenha 50% de uma "boa" terra embaixo e os outros 50% com o húmus de minhoca, em cima.

Aplicações medicinais
Numa horta caseira, é maravilhoso ter à mão aquelas plantas que sua mãe, sua avó e sua tataravô já usavam para curar resfriado, dor de garganta, cólica, insônia, agitação e até ressaca. Mas, logicamente, é mais do que recomendado que não se deve nunca prescindir de cuidados médicos, principalmente neste momento em que estamos assombrados com o avanço da gripe suína no País e no resto do mundo...

Salsinha ou coentro?
Como tudo na vida, os temperos e as ervas são questão de gosto. Culturalmente falando, Regina diz que no nordeste, por exemplo, muitos torcem o nariz para a salsinha. Já o coentro, lá, é quase uma unanimidade. Coentro no feijão, na moqueca, nos legumes, nas verduras... Mas já não podemos defender o coentro com tanta veemência em terras paulistas... No entanto, há certas plantas que não podem faltar em sua horta, por motivos que vão além de nossa compreensão imediata. Quer ter uma horta orgânica? Sem venenos de espécie alguma? Dizendo "xô!" para qualquer tipo de agrotóxico? Então, Regina recomenda os "inseticidas naturais"...

Plantas que não podem faltar!
Hortelã, "manjericão e família", alecrim, salsinha, cebolinha, louro, boldo, pimenta e... gerânio ou malva não podem faltar na sua horta. Mas gerânio não é flor? O que ele vai fazer na minha horta, além de enfeitá-la? "- O gerânio, que é da família da malva (sabia?), exala um aroma que é um inseticida natural", explica Regina. Ela alerta que ele não é comestível e estará em sua horta cumprindo uma função inseticida, embora a função estética dispense comentários.

Quem ama, cuida!
Vamos aprender alguns cuidados básicos com a sua horta:

Hortelã: Gosta de meia sombra e deve ser regado diariamente, em tempo seco. A poda deve ser feita no final do talo, para ele não enfraquecer. Indicado como chá digestivo e descongestionante nasal. Seu bochecho é bom para combater o mau hálito. Acompanha bebidas refrescantes, como suco de abacaxi e é recomendado como tempero em assados, com o destaque para o tradicional quibe de forno de origem árabe.

Manjericão e família (manjericão miúdo, manjerona, manjericão roxo, orégano e zátar): Muito sol (e procure que o vaso tome sol por inteiro); rega dia sim, dia não e cuidado especial quando as flores brotarem: arrancá-las! Caso contrário, suas sementes prejudicarão o desenvolvimento da planta. Ao colher seu manjericão, dê preferência às folhas menores. Deixe as maiores no talo, para que elas absorvam mais energia para manter o vaso em desenvolvimento. Na Índia e na tradição católica, o manjericão é considerado uma planta sagrada. Seu escalda-pés é conhecido para ajudar em problemas circulatórios. Macerado e, depois, misturado com água, é um ótimo repelente para ser borrifado nos ambientes. Tempero que pode ser utilizado cru ou cozido. Conhece o tradicional pesto genovês? Trata-se de uma iguaria de origem italiana, cuja base é o manjericão (lá, conhecido como basílico).

Alecrim: Muito sol e rega dia sim, dia não. Ao colhê-lo, recomenda-se pegar o galho todo, pois ele não brota novamente. É conhecido como potente repelente de ratos. Dentre suas propriedades, destaca-se a de ser altamente revigorante, até mesmo, anti-depressivo. Porém, seu chá, se tomado seguidamente (ao longo de uma semana, por exemplo), pode causar úlceras estomacais. O alecrim é muito utilizado em peixe, frango, carne de porco, legumes e há quem goste muito de colocá-lo em torradas e pizzas, com sal e azeite.

Salsinha: Sol e meia sombra e rega dia sim, dia não. É uma planta que, após um período, deve ser plantada novamente. Dizem que é boa para pressão alta e sua infusão com a planta toda (folhas, caule e raiz) é recomendada para cólicas menstruais. Em nossa região, acompanha um sem número de alimentos, dando cor, vida e sabor a eles.

Cebolinha: Cuidados semelhantes aos da salsinha. Muito utilizada na culinária oriental (sobretudo japonesa e chinesa) de preferência, crua.

Louro: é uma árvore e, como tal, precisa de seu próprio vaso. Gosta de sol e terra boa e rega a cada 2 dias (pois não gosta de terra muito molhada). Recomenda-se borrifar água de cravo fervido para evitar pragas, às quais é muito suscetível. Dizem que está associado à nobreza e à auto-estima. Muito utilizado em ensopados, e quase imprescindível nos feijões e feijoada.

Boldo: Sol e regas constantes. Macerado, com água fria, é indicado para mal-estar ligado ao fígado.

Pimenta: Sol e regas diárias. Alerta: assim que amadurecerem, colha as pimentas, caso contrário, a planta morre. Deve ser evitada por quem apresenta problemas de estômago.

Caso você se anime em começar a sua horta assim que leu esta matéria, vai uma dica final de Regina:"- Estamos em pleno inverno. Tudo é mais lento e recolhido nesta estação. Sua horta vai andar mais devagarinho... A dica é ter paciência e perseverança." A natureza e suas infindáveis lições!

Silvia Rocha

Fotos: Ligia Vargas


Serviço:
Paisagismo: Regina Bittencourt: zezeflor.regina@gmail.com - 7656-9976

Pintura artística dos vasos: Heloísa Holl em Vasos: heloisaholl@hotmail.com - (14)9776-9018 e (11)98678-8201








 

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