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13/08/2008

Fazer o bem,

Caí meio de pára-quedas no Teatro Renaissance para assistir "A Alma Boa de Setsuan".


Caí meio de pára-quedas no Teatro Renaissance para assistir "A Alma Boa de Setsuan".

Na verdade um amigo produtor ofereceu dois ingressos para a peça "Cada um com seus probrema", que pelo título imaginei ser uma comédia ao estilo da "Os homens são de marte é para lá que eu vou", que chorei de rir, ou melhor ri muito para não chorar. Mônica Martelli retrata maravilhosamente as várias situações que a mulher enfrenta hoje só por querer ter um par, é triste.

Enfim, acabou que os ingressos estavam esgotados, mas nosso amigo não nos abandonou, ganhamos dois ingressos para assistir " A Alma boa de Setsuan" com Denise Fraga, Ary França e elenco maravilhoso, texto de Bertolt Brecht, no Renaissance, nossa!!!

Chegamos em cima da hora, um pouco de longe avistei um alvoroço na porta do teatro, alguém gritava para nós, "corram, corram a peça vai começar", acelerei o passo e quando cheguei aonde meus olhos cansados conseguem ver, reconheci o Ary França e vários atores conhecidos que não sei o nome, recebendo e brincando com os convidados. Gostei, muito simpático!

O teatro estava lotado, nossas cadeiras eram ótimas, no centro da platéia. Ao sentar fui logo noticiada que aquele homem educado que acaba de nos dar boa noite era o produtor José Possi Neto e atrás de nós estava a Aracy Balabanian. Por um momento achei que minha cadeira era mais importante que eu..., passou rápido! Com todo elenco no palco o espetáculo começa como mágica, ao sopro de velas, literalmente.

Não vou ser chata e contar a peça, vou copiar o que estava na sinopse "Em busca de uma alma boa, os deuses descem à Terra e descobrem uma prostituta. Como recompensa, dão lhe um saco de dinheiro. O presente, porém, só irá trazer dissabores à heroína".

A moral da história é como ser bom, em um mundo onde fazer o bem é quase sinônimo de sofrimento pessoal, é ter de esquecer de si. É ser incompreendido, depauperado, humilhado. Ser bom, é ser bobo, um fraco! Enquanto o mal é premiado, justificado, até vangloriado.

A peça não dá solução, as luzes se acendem e Denise Fraga, de mãos dadas com os outros atores, pede desculpas pelo impasse, através de texto lindíssimo que devolve o problema para nós: a platéia.

Fui dormir com a questão e acordei com ela. Descansada em uma manhã de sábado, pude dedicar-lhe alguns bons minutos. Imediatamente me veio à cabeça as Olimpíadas na China, e tudo que está acontecendo por lá: a incompreensão e agressão aos Tibetanos, a censura a qualquer manifestação por parte dos esportistas ou de quem quer que seja, toda a censura `à imprensa.

Adoro assistir as Olimpíadas, gosto de esportes, fui assistir a reprise da abertura, e meu sentimento foi de raiva, desliguei a televisão, não quis ver o mal sendo glorificado, não quero ser cúmplice disto. Talvez o que nos falte seja só atitude, atitude e atitude!








 

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