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25/05/2021

Adoção: Em Cotia, 15 adolescentes aguardam por uma família em abrigos


De acordo com dados da Vara da Infância e Juventude, 105 candidatos a pais e mães querem adotar, mas preferem crianças de zero a 4 anos.

Em Cotia, entre as 50 crianças e adolescentes que vivem nos dois abrigos, o Municipal e o Lar Agrícola A Semente -, 15 esperam por uma família. São, em sua maioria, meninos e meninas adolescentes, brancos, pardos, negros, com ou sem doenças. Nem todas as crianças podem ser adotadas, pois ainda poderão voltar à convivência de suas famílias biológicas quando a Justiça decidir que há condições. 

Na outra ponta, 105 candidatos a pais ou mães estão inscritos na Vara da Infância e Juventude para adotar. Mas a conta não fecha, porque a maioria espera por uma criança de zero a quatro anos idade, branca ou parda. E saudável.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (25) pela vice-prefeita de Cotia Ângela Maluf (PV), que se reuniu (remotamente) com o promotor de Justiça da Vara da Infância de Cotia, Ricardo Navarro. 

“Segundo Adriana, no ano passado foram realizadas 10 adoções em Cotia”, informou a publicação da vice-prefeita em seu perfil pessoal. 

A psicóloga judiciária Adriana Karanauskas informou ainda que em 2020, mesmo durante a pandemia, 10 crianças  de Cotia ganharam uma nova família por meio da adoção. Hoje, a espera por uma adoção pode levar de 1 a 6 anos, dependendo do perfil da criança desejado pelos candidatos. 

A realidade de Cotia é o reflexo do que já acontece em todo o Brasil. 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em agosto de 2012, havia um total 28.151 pretendentes devidamente cadastrados no Cadastro Nacional de Adoção. Em maio de 2021, o Sistema Nacional de Adoção (SNA) registra um total de 35.178 pretendentes habilitados. Deste modo, vemos que tem crescido o número de pessoas buscando a adoção. Apesar do grande número de interessados, as crianças permanecem nos abrigos por não ter o perfil buscado pelas pessoas habilitadas a adotar.

“O tempo de espera para adoção está relacionado a diversos fatores, em especial à maior abertura dos pretendentes aos perfis de crianças e adolescentes que estão em condições de adoção no SNA”, contou Isabely Mota, pesquisadora do Departamento de Pesquisas Judiciária do CNJ.

Do total das adoções feitas no Brasil nos últimos seis anos, 6.010 (47%) foram de crianças que tinham até 3 anos na data da sentença, 3.616 (28%) tinham de 4 a 7 anos completos, 2.199 (17%) tinham de 8 a 11 anos completos e 1.066 (8%) eram adolescentes, ou seja, maiores de 12 anos completos. A idade média na data da sentença de adoção encontrava-se na faixa de 5 anos. Deste modo, permanece a realidade de que a primeira infância é o período em que se realizam mais adoções no Brasil.

“Desde 2017, pela Lei n. 13.509, os cursos de adoção buscam mostrar as vantagens de se adotar crianças dos perfis menos procurados”, lembrou o presidente do Fórum Nacional da Justiça Protetiva (Fonajup), juiz Hugo Gomes Zaher. Ele destacou que, apesar do menor ritmo de andamento dos processos no início da pandemia, atualmente a situação começa a voltar à normalidade, inclusive com o retorno ao trabalho das equipes multidisciplinares em algumas localidades.

E para as famílias que aguardam ansiosas por uma ligação das varas de infância, o magistrado deixa um recado: “A adoção em si é um ato de desprendimento. É um processo de concretização do amor. Mantenham acessa a chama do amor e do cuidado pelo aguardo pela formação da família. O seu dia especial irá chegar”, disse.  Atualmente, de acordo com dados do SNA registrados nesta terça-feira (24/5), há 4.963 crianças aptas à adoção no país e 32.863 pretendentes habilitados.


 

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