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16/04/2020

Cadastro Solidário

Fotógrafo ajuda moradores sem Internet a fazer cadastro auxílio emergencial


Ele lembrou de quem mais precisa e nem acesso fácil à Internet tem. Marcos Batata, de 38 anos, morador do Morro do Macaco, comunidade de baixa renda na região central de Cotia, tem feito cadastros no programa de auxílio emergencial do Governo Federal, para vizinhos que não têm condições de fazê-lo. 

Segundo Marcos, desde que viu as primeiras notícias sobre o pagamento do auxílio para trabalhadores informais por conta do Coronavírus, ficou pensando naqueles que não têm acesso à internet ou quando têm, não sabem utilizar os aplicativos, ou ainda os que não foram nem alfabetizados.  Segundo ele, são trabalhadores informais, desempregados e também muitas mães que sustentam suas casas sozinhas. 

“O ajudante de pedreiro, por exemplo, trabalha a semana inteira e pega o dinheiro no final de semana”, explicou à reportagem do G1. “É assim que ele leva a vida dele. Vai de uma obra para outra, não é registrado, é eternamente informal. Como esse dinheiro vai chegar a essa pessoa?”, questionou. 

Então Marcos acompanhou cada etapa da tramitação do auxilio, informando-se sobre quais seriam as pessoas que poderiam receber. “Eu fui tentar entender a lei da forma mais prática para poder passar para os possíveis beneficiários desse programa”, contou à repórter Paula Paiva Paulo. 

Assim, desde que o cadastro foi aberto, na terça-feira (07), Marcos tem auxiliado excluídos digitais ou sem alfabetização a se inscrever para tentar receber o benefício. Os interessados procuram uma forma de passar os dados cadastrais ou a fotografia de seus documentos pelo whatsapp e o fotógrafo os cadastra pelo seu computador pessoal ou pelo aplicativo no celular.

“Óbvio que pelo isolamento social eu também estou aqui sem sair de casa, então esse processo foi todo feito remotamente”. Marcos já cadastrou cerca de 10 pessoas e passa o dia tirando dúvidas e buscando novas informações para ajudar as pessoas que o procuram. 

Para além do Morro do Macaco, o fotógrafo se tornou um tira-dúvidas de moradores de outras comunidades. “Estou devendo no banco”, “Não votei na última eleição”, “não tenho conta no banco”, foram algumas das situações relatadas por pessoas que o procuraram do Itaim Paulista, na Zona Leste, e também do Capão Redondo, da Zona Sul. 

Segundo Marcos, isso acontece porque sempre diz às pessoas que atende, que se conhecerem mais alguém que esteja nessa situação, podem dizer para o procurar e que podem contar com ele. 

Esse tipo de posicionamento solidário não é de hoje. Antes da pandemia, o fotógrafo já auxiliava os vizinhos fazendo currículos, tirando atestado de antecedentes criminais, xerox e outras tarefas que envolvessem internet e tecnologia. “Faço tudo o que está ao meu alcance. Em um ambiente de vulnerabilidade, há muitas coisas básicas que fazem falta e são fáceis de resolver”, ressalta. 

O fotógrafo, que herdou a profissão do pai, Vailtom, tem o costume de fazer retratos de moradores da comunidade, assim como do local: “A minha tentativa é colocar o Morro do Macaco no mapa. Tem muita gente que nasce, vive uma vida incrível e depois morre e ninguém sabe da vida dela”, lamenta. 

Fonte: reportagem G1



 

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