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14/09/2006

O universo do fetiche


Com a popularização da TV por assinatura, até já nos habituamos aos programas mais bizarros que são transmitidos madrugada adentro por canais também esquisitos. Em um deles, uma espécie de Big Brother, mostra o dia-a-dia de uma família que trabalha no ramo dos filmes pornô. No outro, um repórter vive as situações mais inusitadas passeando pela noite de alguma cidade grande atrás de ofertas sexuais. Mas os programas mais repetitivos são sempre sobre fetiche. E sobre isso não há limites.
Roupas de couro, sapatos de saltos altos finíssimos, botas de vinil, tiras e mil amarrações. O fetichismo, em que objetos como esses são mais valorizados do que o ato sexual em si, foi tratado como uma espécie de patologia sexual e mantido no submundo até a década de 60. Não se sabe exatamente quando o fetichismo começou. A teoria mais aceita sustenta que o fetichismo se desenvolveu apenas na sociedade ocidental moderna, tendo surgido na Europa no século 18 e se tornado um fenômeno sexual distinto somente na segunda metade do século 19, quando ocorreu uma espécie de "revolução sexual", durante a qual atividades e comportamentos sexuais tradicionais começaram a evoluir em direção ao padrão moderno. Foi nessa época, inclusive, que a palavra fetichismo foi pela primeira vez empregada para designar qualquer coisa que fosse irracionalmente adorada. O primeiro a usar a palavra fetichismo com um sentido parecido com o moderno foi Alfred Binet em seu ensaio "Le Fetichisme dans L"amour" (O Fetichismo no Amor), de 1887. A partir daí, o "fetiche erótico" foi adotado por muitos estudiosos de desvios sexuais, como Richard von Krafft-Ebing, que cunhou os termos sadismo e masoquismo.

A moda fetichista
A primeira moda fetichista que alcançou aceitação popular foi a chamada bota bizarra, até então associada a prostitutas, especialmente dominadoras. Essas botas de couro e salto alto, lançadas em 1965, podiam ser da altura dos joelhos ou até das coxas. Um dos elementos que contribuíram para essa popularização foi o seriado de televisão "Os Vingadores". Nele, Diana Rigg interpretava Emma Peel, uma mulher poderosa e sensual que usava, além dessas botas, um "catsuit" (macacão tipo fantasia felina) de couro.
Nessa época, as roupas masculinas também se tornaram mais eróticas, e o rock and roll contribuiu bastante para isso. A maioria dos cantores usavam roupas de couro coladas à pele, além de tatuagens e acessórios de couro. Nesse cenário, os punks incorporaram à moda vários objetos, como coleiras e correntes. As mulheres punks tiraram do armário meias arrastão, saltos agulha e capas de borracha.
Mas foram nos anos 70 em particular que a revolução sexual tornou-se um fenômeno de massa. Nesse momento, a censura enfraqueceu e a comercialização do sexo e sua conseqüente transformação em mercadoria se acelerou.
As roupas dessa época, em geral, acabaram se caracterizando por uma grande dose de erotismo perverso e violência sadomasoquista. É desse período também o fetichismo chique, criado pelo fotógrafo alemão Helmut Newton.
Apenas no início dos anos 80, tanto a psiquiatria como as pessoas começaram a rever sua posição no que diz respeito ao fetichismo, que passou a ser avaliado juntamente com todo material pornográfico e sexualizado. Apesar de toda essa transformação e aceitação, o fetichismo só se tornou uma referência para a moda internacional na década de 90, com a coleção de "amarrados" apresentada por Versace. Gaultier já havia feito incursões neste mundo, quando recuperou os espartilhos - esquecidos desde o começo do século 20 - com sua célebre peça rosa criada para Madonna, que a cantora usou em sua turnê européia "Blonde Ambition".
Ao contrário do que muitos podem pensar, essa imagem de mulher forte e dominadora não é coisa da cabeça de um grupo de pervertidos, mas tem a ver com a década de 90 e o desejo de poder e independência femininos. O comportamento sexual mudou, a mulher mudou e o mundo mudou. Roupas carregam símbolos e são cheias de significados, mas nem por isso é literal.


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