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30/11/2006

O mundo fashion sobre patas


Tomei coragem e resolvi falar essa semana sobre um assunto, no mínimo, polêmico: exageros no mimo com os animais de estimação. E para não sair do tema principal desta coluna, o foco é a moda canina.

Antes de mais nada, vamos esclarecer alguns pontos. Primeiro, eu adoro cães, aliás, tenho quatro exemplares em casa. Segundo, não tenho nada contra quem tem muito dinheiro e nem estou aqui para levantar nenhuma bandeira do moralismo social de país de terceiro mundo.

Então, vamos lá! Tenho recebido alguns releases de assessorias de imprensa com novidades para o público das quatro patas que vão desde os mais fofos cosméticos já conhecidos por quem frequenta pet shops, passando por roupinhas e sapatos que deixariam muitas de nós com inveja de tamanha variedade de modelos, até restaurantes e padarias com guloseimas de dar água na boca inclusive nos donos dos bichinhos.
Isso tudo me lembra que, em 2002, a Daslu, império do luxo brasileiro, se rendeu ao apelo de suas clientes e lançou a marca Daslulu (o nome não é fofo?) para vestir com roupas e acessórios chiquérrimos os pets da sociedade canina brasileira. Lá, é possível encontrar bandanas, coleiras, ossinhos, caminhas (pela bagatela de R$ 900) e roupinhas de grifes como Burberry e Gucci, entre outras coisinhas indispensáveis para um cãozinho de estirpe.
Assim, o que antes era um sonho das elegantes de plantão, se tornou realidade: passear por aí com o lulu vestido com a mesma marca que a dona. Não é o máximo? Sim, na falta de coisa mais importante para se fazer e com dinheiro sobrando, tudo é possível nesse mundo estranho, onde se gasta R$ 800 em um pedacinho de pano coberto de logomarcas ao mesmo tempo em que crianças trabalham em carvoarias, morrem de fome, pedem dinheiro nos semáforos das grandes cidades e são condenadas a uma vida marginal por falta de oportunidades.

Isso sem falar dos próprios cães que são abandonados por aí, sofrem maus tratos e acabam sendo capturados pela assustadora "carrocinha". Uma sugestão: que tal usar o dinheiro também para ajudar quem realmente precisa? Não para se sentir bem e menos culpado, mas como uma forma de se responsabilizar também pelo que acontece à nossa volta.
É claro, eu sei, cada um faz o que bem entender com o seu dinheiro, mas será que não é um pouco de exagero comprar perfume importado para o cãozinho ou levá-lo a um spa para relaxar?
Conversando com uma amiga veterinária, ela me disse que a felicidade de um animal de estimação está na atenção e no carinho dispensado pelo dono para com ele. Bom, nenhuma novidade!

E outra coisa: será que essas pessoas pensam que o animalzinho sabe que está usando uma bandana Gucci e não uma outra qualquer? Na verdade, a satisfação é do dono que usa o seu querido bichinho para alimentar o seu próprio ego. Assim como ter o carro mais caro e usar a grife mais exclusiva, ter um cachorro da raça mais rara usando uma capinha Burberry dá status.
E assim vamos vivendo nesse mundo cão para muita gente, mas bem mais elegante para muitos cães.

Coluna originalmente publicada em novembro/2004


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