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09/03/2006

Governança Global:
O dilema norte-americano


Quando este século começou parecia ao mundo todo que a globalização era causadora de paz e estabilidade. No entanto, após o 11 de Setembro e principalmente nos últimos cinco anos, a tensão tem sido crescente em várias regiões do mundo. O nervosismo não tem sido exatamente relacionado à economia mundial, que tem-se mostrado surpreendentemente forte, mas às estruturas da governança global e o destino das nações. Uma ampla e justificada desconfiança na capacidade da grande potência mundial em liderar a estabilidade e garantir a segurança mundial tem atormentado líderes políticos pelo mundo afora. Os norte-americanos têm deixado dúvidas ao tentar impor suas políticas ao resto mundo.
Ainda há uma minoria na administração da política externa dos Estados Unidos que acredita que o imbróglio no Iraque poderá ser desfeito rapidamente. Mas são poucos. Se as lideranças norte-americanas realmente acreditavam que poderiam provocar um ciclo de paz, prosperidade e democracia no Oriente Médio a partir da intervenção de 2003, já está mais do que evidente que se equivocaram. Estariam os Estados Unidos sofrendo do “dilema Romano”? Estimulados por uma ordem econômica liberal que em tese provoca a construção de uma sociedade internacional prospera e mais integrada, teriam esquecido os americanos que são os conflitos domésticos e as rivalidades nacionais que geraram o declínio e queda dos grandes impérios? Conflitos nacionais desestabilizam e destroem as bases da prosperidade e do comércio internacional. Em outras palavras, sociedades complexas necessitam regras para um bom funcionamento, seja no âmbito nacional ou nas relações internacionais. A capacidade de formular regras e fazer com que sejam respeitadas é conseqüência de poder e o poder geralmente está concentrado nas mãos de poucos e distribuído desigualmente. A subversão e o desrespeito às regras ocorrem quando há percepção de regras arbitrárias, injustas ou de interesse particular. Os Estados Unidos tem falhado no exercício do poder. Seja na tentativa de disseminar regras universais como a democracia ou agindo puramente de acordo com a Realpolitik, a interpretação da política americana no Oriente Médio, Ásia Central, África Central, sub-continente indiano e extremo oriente tem sido de desconfiança.
As respostas que os norte-americanos têm dado aos desafios globais têm confundido os observadores. Se a ameaça está naqueles que resistem à modernidade e se a pobreza e a marginalização são as causas da violência e do terrorismo, então o foco deveria estar no crescimento e na distribuição de riqueza. Se, por outro lado, as diferenças culturais e religiosas são tão profundas então só o conflito e a conquista podem solucionar. Desde o 11 de Setembro as ações americanas tem flutuado entre estes dois pólos. Os países ricos deveriam vencer pela economia ou pelo combate bélico? Conquistar e gerar prosperidade resultou na grandeza do Império Romano. Mas foi justamente a arrogância beligerante romana que os destruiu. Uma melhor compreensão dos valores e tradições é um dos caminhos que ajudariam a manter estável a governança global. Senão, como evitar um conflito civil no Iraque com um programa incerto de saída? Como evitar um recrudescimento da política nuclear iraniana enquanto a Índia ganha um regime nuclear especial? O que dirá o Paquistão? Como propagar a defesa da democracia e dos direitos humanos e legitimar as detenções na baía de Guantánamo? Como combater frontalmente o regime norte-coreano com argumentos coerentes?
O mundo precisa dos Estados Unidos para a manutenção da estabilidade política. Não há outra potência com cacife para bancar o rearranjo de forças. Mas só haverá segurança coletiva se houver argumentação coerente e convincente. O governo Bush com seus baixos índices de popularidade procurou usar a agenda internacional para se fortalecer internamente. A simpatia de Condolezza Rice não é o suficiente. Permanecendo a desconfiança geral, virá a guerra por todos os lados.


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