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16/01/2006

2006: o cenário internacional e as eleições no Brasil


O ano de 2006 promete ser cheio de emoções na agenda internacional. E o Brasil enfrentará o desafio de acompanhar as transformações mundiais ao mesmo tempo em que realiza eleições gerais. Ao contrário do que muitos pensam, o mundo globalizado faz com que a agenda internacional tenha reflexos cada vez mais decisivos para as agendas nacionais. No caso das eleições de outubro próximo, os candidatos à presidência da república terão que dobrar esforços para que suas equipes interpretem corretamente os sinais que a economia e a segurança internacionais estão lhes dando.
O ano já começou com vários acontecimentos relevantes que dão uma amostra das tensões que serão enfrentadas em 2006. Por uma semana a Rússia interrompeu deliberadamente o fornecimento de gás para sua vizinha Ucrânia com reflexos diretos no fornecimento de energia para boa parte da Europa. O regime duro do presidente Putin mostrou mais uma vez que a Rússia ainda é capaz de mostrar seus músculos e ameaçar fazer estrago na estrutura energética do velho mundo. Desviando o foco para a Ásia central e Oriente médio, o Irã entrou em 2006 enfrentando a Agência Internacional de Energia Atômica, AIEA, ao manter o desenvolvimento de seu programa nuclear e dificultando as inspeções da Agência em suas instalações nucleares. O recém eleito presidente, Mahmoud Ahmadinejad, conhecido nacionalista e da ala radical da política iraniana, alega que o programa tem fins pacíficos. Os Estados Unidos, já desgastados com a intervenção no Iraque, entraram no ano sinalizando os primeiros movimentos de retirada do atoleiro iraquiano, mas não deixaram de falar duro com o Irã, ameaçando-o levar ao Conselho de Segurança da ONU. Ahmadinejad conseguiu o que queria e vem mantendo sua popularidade enquanto a região permanece tensa. Como se não fosse o bastante, o primeiro ministro israelense Ariel Sharon sai do combate político por razões de saúde no momento que Israel se prepara para eleições das mais complexas desde a criação do Likud em meados dos anos 70. Os resultados das eleições em Israel neste ano podem dar novo rumo a todas as relações entre os países do Oriente Médio.
2006 também será o ano em que algum sentido prático deverá ser dado aos magros resultados da Conferência Ministerial da Organização Mundial de Comércio realizada em Hong Kong no final de 2005. Após o compromisso de redução e eliminação de picos e escaladas tarifárias para entrada de produtos manufaturados nos países desenvolvidos e da definitiva eliminação de subsídios à exportação até 2013, as modalidades (fórmulas de redução tarifária, coeficientes e outros parâmetros) terão de ser negociadas em Genebra junto a regras de anti-dumping até abril deste ano. Se não houver avanço em 2006 a OMC e a Rodada de Doha perdem impulso e mais uma onda de acordos regionais e bilaterais deverá vir para satisfazer a luta por acesso a mercados mundo afora. Neste jogo do comércio internacional o fator China continuará a atormentar o mundo em 2006. A maior demandante de matérias primas e commodities do mundo continua no rumo de crescimento acelerado. O esforço chinês continuará concentrado da busca de aliados para fornecimento de petróleo e no acesso a mercados para seus produtos industrializados. Permanece a dúvida sobre a capacidade chinesa em controlar os choques entre grupo de interesse resultante da chegada do capitalismo.
Na circunstância brasileira, muitas mudanças já deram uma idéia do que será 2006. Evo Morales foi eleito presidente da Bolívia e apesar do tom conciliador do discurso de posse e da conversa amigável com o presidente brasileiro, deverá dar dor de cabeça aos interesses da Petrobrás na Bolívia. Hugo Chaves entrou em 2006 acusando os EUA de interferirem na venda de aviões de combate brasileiros à Venezuela. Mais um show-off característico da farsa “anti-imperialista” venezuelana. Com os argentinos mais uma reunião para negociar interesses divergentes deu poucos resultados e tudo indica que 2006 será mais um ano em que o Mercosul deve andar de lado. O presidente Kirschner vê no Brasil as causas das mazelas argentinas e os uruguaios resolveram partir para carreira solo.
O Brasil entrou em ano eleitoral e ao que tudo indica os candidatos e pré-candidatos terão que estudar melhor o quadro internacional. O candidato do governo, provavelmente o atual presidente, terá que desfazer grande quantidade de equívocos realizados nos primeiros três anos de governo. Os candidatos de oposição por sua vez, devem incorporar a agenda internacional do plano que, quem sabe, viabilizará o grande salto de qualidade que a sociedade brasileira aguarda ansiosa.


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