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Planeta Eu

20/03/2012

Travessia


Finalmente aprendo a não fazer furo no casco do meu barquinho. Furo, no meu caso, é atrasar, me comprometer com mais do que posso cumprir.

Acho que depois de tanto me debruçar sobre meu funcionamento, minhas emoções e neuras consegui enxergar uma parte da estrutura da qual sou feita. Tenho alicerces revestidos de culpa, por exemplo.

A boa notícia é que quando olhamos de fato para uma coisa, colocando atenção nela, se inicia um processo de transformação, como diz, entre outros, Krishnamurti.

Meu hábito de arranjar as coisas de modo a me sentir culpada vai sendo transformado a medida que me percebo criando condições para não conseguir honrar com aquilo que me comprometi, por exemplo.

Vou assim limpando, retirando energias que ficaram estagnadas pelo modo de viver repetido.

Para isto preciso olhar para mim e não para o umbigo do outro. Enxergar o palco da Dona Vida e nele meu papel.

Ao mesmo tempo que importância tem meus pequenos assuntos? Na verdade sou assim, como você, só uma formiguinha num gigantesco formigueiro.

A Terra é grande, mais ainda todo o cosmos. Não passo de um metro e sessenta, mas divido com todos os humanos a poderosa tecnologia da imaginação.

Dentro da minha cabeça, pensando, viajo sem sair do lugar, crio, destruo, aumento, diminuo: Arquiteto mental fabuloso que mora em mim e que fácil fácil fica descabelado pelas emoções. Essas danadinhas!

Não é curioso o fato de sermos estranhos a nós mesmos? Que tomemos remédios para nos ajudar a ficar dentro da nossa pele? Que há forças internas que atrapalham nosso sono, nos colocam na cama com depressão, etc.

Tarefa para uma vida: aprender a não pisar nos meus pés, menos ainda nos pezinhos alheios.

Manejar esse organismo complexo, maravilhoso, feito por Deus, pelo Mistério, o nome que se quiser dar. Compreender seu funcionamento.

Isso só é possível vivendo. Lendo, aprendendo com outros também, claro, mas a lousa é minha vidinha. O horário do meu compromisso de hoje à tarde, por exemplo, é o caderno onde escrevo minha pequena história.

Escolho a todo momento o próximo passo, para cá ou para lá e também para qual direção viro meu corpo.
Indo por ali pode acontecer de cair um vaso na minha cabeça e por lá posso tropeçar numa nova oportunidade. Estas instâncias não estão nas minhas diminutas mãozinhas.

Dona vida manda e desmanda! Tem frases que gosto: “Deus dá risada quando o homem faz planos”. “Não existe vento a favor quando não se sabe para onde se está indo”

Estou feliz! Meu barquinho vai indo agora sem tantos furinhos bem pequeno no grande oceano. Posso sentir o vento no rosto, o sol na pele. Comunhão!

Já que estou aqui me bronzeando tenho que confessar: esta crônica está um tanto atrasadinha! Mas, bola para a frente, pé na tábua, vento nas velas, minha viagem ainda não acabou!


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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