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Planeta Eu

01/04/2015

Todo dia!


Todo dia eu faço “tudo sempre igual”... acordo e rodo o programa Jany. Algumas doenças mentais são isso: incapacidade de rodar o programa.

Eu ainda rodo razoavelmente: sei que quero escrever essa crônica agora, apesar do embate que isso sempre significa. Sei onde moro, onde está direitinho o “café com Suíta”, tenho bem decorado meu nome, RG, CPF, o número da minha casa, do meu sapato.

Enfim, estou no jogo. O jogo Humanidade na Terra. Muitas variáveis nessa história e poucas ao mesmo tempo. Quase tudo se reduz a um corpo e suas necessidades.

Comer, beber, são algumas delas e haja indústria e comércio em torno disso.

Necessidade de abrigo e prazer.... e, por isso, vamos cavoucando a terra para apaziguar essa fome de concreto, de chips, e por aí vai.

Somos formigas atrevidas, tão frágeis na unidade. Basta o termômetro abaixar ou esquentar demais que, bau bau, a formiguinha número 6 bilhões, duzentos e 27 milhões e trezentos mil... que sou eu, puf! morre.

Em compensação, minha vulnerabilidade vira zero se eu não for considerada como unidade. Ar condicionado para esfriar o quente que pode dizimar... e muita tecnologia inventada que faz o grupão de unidades dominar a Terra.
Incríveis dominadores! Os animais não mandam na parada, nem as plantas, nem as rochas... Esses nossos companheiros de jornada na Nave Mãe Terra.

Cada unidade roda seu programa diário que compõe programas mais gerais. Componho instante a instante meu programa eu, meu programa família, bairro, cidade, país, planeta...

Dentro dos programas há de tudo. Por exemplo, indústrias! Temos as internas e externas. Uma cria sonho noturno, a outra cinema, ambas imagens e enredos.

Pensamento, telefone, telepatia, whatsapp etc. Conteúdo abstrato viajando de um canto a outro por cabos, antenas, sinapses.

Para todos nós que aqui vivemos há uma palheta de emoções à disposição: amor, raiva, tristeza, ciúmes, inveja... E elas guiam em grande medida os nossos barcos.

Para todos nós, para misturar, para ajudar a compor o mundo: três cores primárias, e brinque muito com tão pouco!

Como podem ver, pela ausência de um pensamento muito ordenado, meu programa está escrevendo solto, acompanhando a criação que acontece na minha mente agora.

Criar! A cada momento, com cada escolha, crio algo que se chama minha pegada, nesse meu absoluto e pequeno momento na Terra... como fizeram minha tataravó, bisavó, avó, mãe e assim por muitas gerações.

Unidades que frequentam esse lugar por um breve tempo e o compõe. Eu sou uma delas! Você também!

Você de agora, meu contemporâneo, e outro você, do tempo que ainda virá, quando eu já não estiver no vagão, quando eu já tiver descido em alguma estação.

Enfim, falando disso porque percebo que meu programa está passando por mudança esses tempos e por isso estou atenta a ele. Na verdade, a mudança está o tempo todo aí, o que estou fazendo é tentar manter meu programa flexível para que ele não se choque com a vida, e sim que dance com ela.

Vamos que vamos, todo dia...

“Todo dia” do título se refere a Cotidiano, música de Chico Buarque e o “café com Suíta” é de “Você não entende nada”, de Chico também.

Foto Pedro Vargas (Muro na Cidade do Panamá)


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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