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Planeta Eu

10/10/2012

Fica comigo esta noite?


Tem um fio que puxa lá de dentro das pessoas aquilo que mora dentro delas, escondidinho, esquecido, dormindo... esse fio se chama paixão.

Uma garota amiga do meu filho, que namora um rapaz muito querido por ela, se apaixonou pelo colega da escola.

Ficou dividida, mas a paixão veio resoluta dizer para ela que o namoro, apesar de tão legal, já não estava ocupando muitos lugarzinhos da sua vontade.

Já o novo rapaz... tinha se mudado com mala e cuia para todos os cantinhos da imaginação dela.

Fiquei pensando porque ela tinha cismado com esse novo.

Nestas ocasiões gosto de perguntar: O que você viu nele? O que ele tem de bacana?

A resposta, diz a teoria, pode muito bem ser aquilo que ela um dia será, um potencial do qual ela ainda não se dá muito conta.

Eu mesma já me apaixonei por arquiteto porque amava arquitetura, que ainda nem conhecia. Um escritor porque um dia iria escrever.

Outro dia conheci um palhaço, fiquei fascinada. Logo vi que queria ficar perto, brincar, ser parceira dele em palhaçadas. Em outros tempos me confundiria e pensaria que estava apaixonada.

Nada como a experiência para não levar os bugalhos achando que são alhos!

Um uso prático da paixão é quando se quer terminar um namoro ou casamento, mas a acomodação, o medo, etc, não deixa. Pronto, a paixão se impõe e quando se vê o Oficial já ficou bravo e há um novo rei no pedaço. Eu só sabia fazer assim...

Quando a paixão recai sobre alguém que não está lá muito interessado em corresponder aí a porquinha torce o rabo. Todas as neuras vem puxadas pelo fio.

Nessas horas o melhor é virar detetive. Vem a emoção que varia de tristeza, passando pelo desespero, vontade de cortar os pulsos, até o êxtase quando o eleito dá um suspiro na nossa direção.

Essas emoções assim intensas acredito e vi em mim são informações sobre nossas primeiras relações de amor que vivemos com os adultos disponíveis quando éramos pequenos.

Se nos sentimos abandonados quando crianças o abandono de um amor quando já crescemos revive essa dor que naquela época não tinha como ser elaborada.

Por isso que penso que a paixão é um fio que traz para fora essas dores. Quando nesses momentos olhamos para a informação que fica disponível, e não só para a dor, os nozinhos vão se limpando.

Sou “devota” de Mr Jiddu Krishnamurti que diz que basta observar algo interno para que ele se transforme. Ou, ao menos, inicie um processo de transformação.

Olhar para a paixão e não só para o objeto dela. Ouvir os pensamentos que estão associados. Encarar a dor que vem e dar um passinho atrás lembrando que somos mais que pensamentos e sentimentos.

Também dá para fazer isso quando o namoro vai de vento em popa, mas quem quer isso nestas horas? E nem precisa! Agradeça a bênção de poder tocar quem se quer, a presença da energia feminina e masculina.

A companhia para subir montanhas e entrar em cavernas escuras. À dois, a coragem costuma dobrar!

Ficamos quietinhos, vivendo dentro dos nossos limites, mas às vezes, imprevistamente chega a paixão, elegendo o amado como o porto de chegada e de partida, o céu noturno, as águas do mar...

Vem como um vírus no computador comprometendo os programas instalados. Falando de nós coisas que não sabíamos. Talvez seja nosso Deus interior querendo que nos lancemos ao nosso oceano para resgatar a capacidade de entrega que perdemos pelo caminho. Entrega à um sentimento, ao sofrimento à alegria e devoção, para poder se auto conhecer, limpar...

Se reaprendemos a nos render, a confiar nas mãos de alguém até o ponto em que ficamos conscientes que ninguém nunca poderá ser mais do que um ser humano com limitações, aí, acredito, estamos livres.

Livres para apreciar a jornada!


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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