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Planeta Eu

11/12/2013

Era uma vez


Ouço sempre uma amiga contar suas histórias, por isso acompanho sua trajetória, e tenho assim uma visão mais global do que muitas das pessoas com que ela se relaciona tem.

Ela recentemente encontrou um homem por quem se apaixonou perdidamente, e ele abriu o coração dela que estava bem fechado no casamento cheio de distância, que ela vinha vivendo há muitos e muitos anos.

A sensação para mim é que ela tinha se conectado com o Divino porque falava em êxtase, em cuidar dele para o resto da vida, em alma gêmea, mesmo eles tendo se encontrado apenas uma memorável vez, fora os papos profundos pela internet.

 
Avisou então ao marido que iriam se separar. O pretendente se assustou, claro, e fechou as portas. Os olhos dela viraram intensas cachoeiras, mas como diz o ditado contemporâneo: " a fila anda!" e ela encontrou um homem bem mais velho, cheio de amor para dar, e assim o casamento, que já estava com data para terminar, avançou mais em direção a separação e ela se recuperou um pouco da dor da perda da alma gêmea e se fortaleceu.

Tempos depois, o tal homem cheio de amor para dar quis mais comprometimento, começou um descompasso e pronto! Apareceu outro! O atual! Tudo indica que a realidade casou com a sensação de “tudo bem, não é a alma gêmea, mas está bem perto” e eles estão curtindo juntos a vida, já que combinam bastante e estão dispostos a serem felizes, tendo alguém como parceiro para amar, passear, conversar, rir, enfrentar as tempestades ...

Estou contando tudo isso para falar do homem cheio de amor para dar. Ele, por sua vez, ficou muito triste, desapontado e amargo, se sentindo usado. Sei porque também o conheço e pude ouvi-lo.

Como eu sei da trajetória dela, conjecturei que ele não foi necessariamente usado. Ele ajudou a transformar a realidade que ela estava vivendo, aparecendo na hora que ela tinha tomado coragem para se separar, para sair de uma acomodação que já não fazia sentido, e contribuiu para potencializar a decisão dela. Deu colo, cuidou da ferida que ela tinha feito ao misturar o Divino com uma pessoa que não entendeu o que estava acontecendo. Ele estava lá quando ela encontrou a pessoa que ela realmente quis. Ele deu base. Não foi pouca coisa!

Sabendo dos dois lados e pensando desse jeito fiquei “criando uma teoria”. Não há a hipótese de que estamos aqui para cumprir uma missão, para evoluir e para servir? É isso que estamos sempre fazendo e colaborando para o outro fazer. Ou seja, damos suporte uns aos outros, mesmo não sendo da maneira que gostaríamos que fosse.


Não fique amargo, homem cheio de amor para dar! Você  foi muito bem no papel que te cabia nesse enredo, e aceitou, mesmo sem ter lido as letras miúdas do contrato.

É uma boa lente ver desse jeito, imaginar que estamos todos trabalhando para o bem comum mesmo sem saber. Pensando assim dá para dizer que somos atores nesta peça chamada existência, dizemos bem nossas falas!

Ficar consciente desse lugar na vida do outro é aproveitar a vista da janelinha desse trem que vai me levando de uma situação a outra.

Na relação com alguém tenho a oportunidade de perceber minha fragilidade e conhecê-la  me torna mais livre e forte. O homem cheio de amor para dar pôde assim saber mais sobre seu gosto amargo na boca, pôde se encontrar com a dor de ser preterido e descobrir suas crenças internas que nesses momentos tristes aparecem. Nesse ponto, minha amiga também o ajudou. Resta saber se ele quer ver desse jeito ou se prefere continuar se sentindo a vítima da situação.

Ela? Bom, vamos ver o que a vida ainda está lhe reservando, que outros encontros virão. Seu filme ainda está longe do

The End!

 

 Foto: Ligia Vargas


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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