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Planeta Eu

11/02/2021

A Pateta e o martelo!


Como é pilotar você pela vida afora? 


Outro dia o moço sugeriu uma meditação: apenas observar o ar entrando e saindo de mim. Não foi fácil como se estivesse no carro, esperando alguém que foi ao supermercado, e ficasse observando placidamente o vai e vem das pessoas. Só de prestar atenção a respiração já se alterava. 

Não é ridículo que eu não consiga focar em algo que acontece a todo momento? Bom, depois de ficar tentando, comecei a colher os tais frutos da prática: agora noto minha respiração quando estou na vida pra lá e pra cá. Ofegante, muitas vezes. Não, não se trata de sexo. Tem mais a ver com ladeiras e um pesinho consistente no abdômen. 

Por que raios observar respiração quando está tudo de cabeça pra baixo por conta da pandemia? Quando as finanças estão num barquinho na tempestade?

Ora bolas, achei útil. Melhor se aprendo a estabilizar minha mente e a conhecer bem com quem ando todo o tempo, com quem devo contar para tudo. Que esquizofrenia não? Eu e eu. Uma que respira e uma que observa. Uma que diz coisas que a outra Eu sente que foi a maior mancada! Quando estou lá, observando e perdendo o foco na respiração, vejo chegando vários pensamentos. Alguns bem bacaninhas, outros da pá virada. 

 Útil saber o que está na cachola morando sem pagar aluguel. Têm pensamentos que não são meus. Colocaram um chip em mim e olha que nem tomei a vacina ainda! Talvez digam que quem colocou foi a cultura. A cultura homofóbica, racista, por exemplo. É um filme de terror dar de cara com esses pensamentos lá dentro. Dou chinelada neles. Não adianta nada  porque pensamento é abstrato e eles se escondem ou se desculpam quando observo, mas a ideia é não dar concretude pra eles e ir mudando a cultura.

Falando nisso, acho de verdade que a gente não deve usar xingamento com referência sexual, nada que ofenda uma mulher, seja lá qual for o seu ofício, e que não ofenda também quem não é heterossexual e os bichos. Poxa vida!

Aliás, o Sindicato dos Animais me procurou e pediu que eu interviesse (juro que escreve assim!) na situação. Como não tenho nenhum cargo de poder, nem estou na casa do Big Brother, pensei que só poderia escrever - desculpa leitor, não consultei sua disponibilidade para o assunto.

Não tenho medo de sapo, barata, nem de morcego. Um pouco só. Tenho medo da mordida e coice do cavalo e da vaca vir correndo para cima de mim.  Existe um lugar, chama Santuário Vale da Rainha. Eles resgatam animais que estavam sendo maltratados e cuidam deles com a ajuda de doações. Precisa ver as vacas e cavalos sendo tão carinhosos com seus cuidadores (olha no Insta deles).  Mesmo assim, com esse meu medo todo por pura falta de contato, estou na militância para que a gente pare de dizer: "Sua vaca, esse cara é um cavalo, sua galinha, que bode seu porco!"   

 Meu filho disse: "Os bichos não se incomodam com os xingamentos entre humanos. Nem registram". Será que a ligação do Sindicato foi trote? 

Não importa, não vamos parar de xingar por eles. Paremos por nós, por reverência e respeito à vida! É bem absurdo xingar aludindo a sexo ou fazendo referências a partes íntimas, não é? O corpo e o sexo são sagrados! Esquecemos? Perdemos essa aula?

Não é porque todo mundo faz que a gente precisa continuar fazendo. Não sei que xingamento você pode usar agora que você se tornou tão belamente consciente do teu papel na mudança desse mundo cabeludo para um mais lindão. Opa! Usei cabeludo como sinônimo de algo ruim! Veja só! Sei de onde veio isso! Essa foi a opinião que meu pai desenvolveu quando os cabeludos começaram a surgir no corredor da sua casa, saídos discretamente do meu quarto. 

 Enfim, você vê, não é fácil, mas isso não quer dizer que não seja necessário. Não era antes nada importante, quando só um grupo tinha voz. Quando não havia espaço para ouvir a diversidade pedindo respeito. Vou falar para o Sindicato dos Animais te ligar para explicar. Vá treinando entender zurros, miados... Tem Duolingo para isso! 

E como xingar, então? Idiota, tonto! Besta não! Pateta! Pensando bem, para que xingar? Tem outros jeitos de se interagir com a adversidade, não é? Mas quando se dá uma martelada no dedo, pode né? Ixi, será que Pateta vem de pata?


Desenho Julia Vargas


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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