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Planeta Eu

16/10/2014

A mão que beija, a mão que bate!


Sonho lúcido. Já ouviu falar? É quando dormindo você consegue ficar consciente de que está sonhando. Minha filha tem lido muito a respeito, para escrever sua monografia para a escola, e noite dessas conseguiu interagir conscientemente no sonho.

Quis voar e voou. Ela se lembra de perceber que o vento era muito real. Depois quis crescer muito e, como não sabia como fazer, esticou as pernas e conseguiu. Para diminuir, comeu uma bolacha como Alice no País das Maravilhas. Lembrou da sua avó já falecida e fez com que ela aparecesse para poder abraça-la.

Nós, humanos, somos muito interessantes, não somos? Toda noite fechamos os olhos para recarregar o sistema e sonhamos com situações que parecem ser totalmente reais. Que alívio acordar de um pesadelo! Aquilo que tanto assustava perde totalmente a força. Há quem diga que o que vivemos no nosso dia a dia é também um sonho. Quem sabe morrer é acordar? Para os budistas a iluminação é o despertar.

O cinema também é uma criação de imagens, como os sonhos. Parece real quando estamos chorando pelo herói no filme. As luzes se acendem no The End e caímos em outra realidade.

Se a vida, às vezes, parece um sonho bom, quando estamos, por exemplo, em férias, aquele tempo suspenso, onde a dureza da realidade nos dá uma trégua, ela é também um pesadelo constante para aqueles que estão em Campo de Refugiados, prisões, com doenças muito incapacitantes, em locais de guerra etc. Embora até nessas situações haja momentos bons, e o contrário também, mesmo em situações afortunadas, o fantasma da infelicidade, muitas vezes, vem mostrar seu rostinho.

Outro dia, almoçava feliz, com amigos, e avistei uma pessoa numa situação de grande pobreza. Lembrei de uma fala no filme “Quem se Importa?”: A “loteria ovariana”. Onde me coube nascer? Aqui, filha de uma família estruturada, em vez de na África, onde agora o vírus Ebola faz a festa.

Tive e tenho meus momentos de pesadelo na vida. Na verdade, não foram poucos, mas é inegável que minha situação é muito mais afortunada do que a de muitas pessoas. Penso nisso também quando vejo um rapaz bem jovem guiando um carrão que ganhou de mão beijada.

Nascer como um animal, por exemplo. Que situação vulnerável! Há muito mais deles na Terra do que gente, por isso o budismo diz que nascer humano é uma grande oportunidade de ser autoconsciente, de poder acordar e assim sair do que eles chamam de Samsara, esse ciclo de nascimento, envelhecimento e morte que não dominamos.

Todo dia acordo Jany na minha casa, enquanto ela for minha, enquanto acordar. Um dia ela será habitada por pessoas que nem imagino quem serão. Um dia acordarei em outra realidade, ou não acordarei nunca mais.

Vendo um filme sobre os Médicos Sem Fronteiras não tive como não pensar que são anjos estendendo a mão para ajudar. Ok, são humanos com seus defeitos também, mas olhando lá de cima, lá do mais alto céu, onde não se dá para enxergar as pequenezas e por isso o essencial salta à vista, o que se vê são humanos escolhendo estar do lado de quem sofre.

Não são só esses médicos... há tanta gente inclinada a ajudar em vez de prejudicar. No dia a dia mesmo, nas pequenas esferas. Há tanta barbaridade, mas há também tanta solidariedade.

Planeta Terra, lugar oportunidade para escolher entre criar sonho bom ou pesadelo para quem está ao lado, compartilhando conosco esse nosso breve tempo aqui como humanos, enquanto ainda sonhamos, respiramos... Enquanto vivos! Aqui, agora! Que precioso!

Foto Ligia Vargas


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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