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21/10/2019

Cor e sabor de primavera


É primavera!


Estamos na estação mais linda e colorida do ano. Dentre as quatro, a melhor época para mim é o verão, e quem me conhece sabe como eu amo o calor. O outono também é lindo com o verde perdendo a cor e com o entardecer cor de rosa no horizonte. E o inverno, ah o inverno, deixa pra lá que não curto o frio e as árvores ficam tão peladinhas, coitadas. Fiquemos com a primavera que é tanto inspiradora quanto encantadora.

 

Quando penso nas estações do ano é inevitável pensar no passar do tempo, nas etapas da vida, no crescimento das crianças e no nosso amadurecimento. Me lembro quando criança de não pensar nas estações em si, mas reconhecia os períodos, as datas, que depois aprendi a associar às estações. Meu aniversário sempre no frio, nas férias e tinha morango. Inverno. Férias longas, casa da vó, primos. Verão. Ruas e calçadas cheias de cor, filhotes de bichinhos nascendo. Primavera. As estações ainda estão um tanto marcadas. Tirando os dias malucos nos quais temos as quatro estações do ano em menos de 24 horas, conseguimos ainda saber por observação em qual estação estamos. Observar está totalmente relacionado a caminhar a pé pelas ruas. Caminho desde sempre. Antes, em São Paulo, ia à escola, ao clube, à academia, ao banco, à padaria e ao barzinho andando, usava transporte público para distâncias maiores, mas caminhar no bairro era sempre a primeira opção. Nessas caminhadas conhecia melhor a região, os estabelecimentos, os vizinhos, os cachorros dos vizinhos e o horário do pão quentinho.

 

Quando me mudei para cá, a diferença foi gritante. O silêncio e o verde maravilhosos e que tanto prezo, deixavam tudo a uma distância gigante. Tudo por aqui fica longe se você não mora no miolinho da Granja e naquela época não tinha tanto comércio como tem hoje em dia. As casas grandes não nos permitem conhecer nossos vizinhos só por passar na frente, pois ficam atrás de muros e portões enormes, mas conhecemos os latidos dos cachorros, ah, isso não falta. O que faço muito, entretanto, é ir de carro até algum lugar mais longe e caminhar no entorno. Com isso, conheço não só minha vizinhança, mas as outras também. Fico sabendo onde tem aquele comércio que um dia talvez eu possa precisar. Descubro novos caminhos, novos vizinhos, novas árvores e até novos buracos. (Outro dia voltaremos a eles.) Sei, por exemplo, onde tem amoreiras pertinho da Av. São Camilo, onde eu passo colhendo antes de ir para minha aula de yoga. Nos quarteirões mais perto da minha casa tem uma ruazinha muito especial para mim a qual chamamos de Rua das Amoreiras. Ela não tem esse nome oficialmente, mas é assim que todos aqui de casa a conhecem. Passo por lá desde que me mudei para Granja. Antes acompanhada só dos meus peludos, depois com um barrigão gravidíssima, em seguida com três coleiras e um carrinho de bebê e logo mais com uma pitiquinha começando a andar e mais as três coleiras e o carrinho de bebê. Lá eles cresceram, aprenderam a andar e a observar. Pudemos acompanhar as amoreiras crescerem, já que um dia os bebês foram maiores que as mudas, e as vimos produzir frutinhas na deliciosa primavera.

 

Em casa plantei várias frutíferas como limão, mexerica, laranja, nêspera, jabuticaba e abacate. Algumas dão frutos, outras não, e algumas até dão, mas os passarinhos são mais rápidos que eu. E ok. É uma das vantagens de morar no "mato": visitantes ilustres. Além dos passarinhos, vemos tucanos, pica-paus, saguis, lagartos, saruês e quatis. Apesar de adorar amoras, nunca tinha plantado na minha casa por receio de ter as roupas do varal manchadas por elas. Mas como aqui no meu pedaço passarinho manda mais do que eu, e o que quiser nascer aqui nasce, fui presenteada com 2 mamoeiros e 3 amoreiras maravilhosas. Fico com o chão forrado de roxo, vermelho e rosa. Agradeço e vou estender as roupas longe dali. Não tem preço tomar café da manhã embaixo do pé de amora, lambuzando mãos e boca de vermelho, divertindo minha moleca interior que é mais infantil que meus mini-adultos. Os adolescentes aqui de casa, bobinhos que só, já estão naquela fase de olhar pra mãe com cara de reprovação dizendo: “mãe, que você ‘tá fazendo?”. Mas a memória disso tudo com certeza vai ficar, e vão lembrar com saudade da mão melecada da doida da mamãe. E eu espero ansiosamente por cada primavera para poder me lambuzar ainda mais com esse gostinho e cor de infância.

E a sua primavera na Granja? Tem que sabor? Tem cor?


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Por Clarissa Tambelli

 


Clarissa Tambelli

Profissional de comunicação e marketing, granjeira há 15 anos. 

“Preocupada com o os filhos que deixarei para o planeta e com o planeta que deixarei para meus filhos.”

Blog: Verde Sem Pirar

clarissa.tambelli@gmail.com


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