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Minha Vida Animal Voltar

12/02/2015

Um vampiro adorável!


Um dos animais que mais mexe com o nosso imaginário é o morcego. Únicos mamíferos cujos membros superiores têm formato de asas membranosas, que os torna naturalmente capazes de voar, eles são discriminados, sofrem todo tipo de preconceitos e, em geral, são estrelas principais dos filmes de vampiros.

Pobres criaturas... São apontados como ratos de asas, sujos e doentes. Por terem hábitos noturnos, viverem em cavernas e terem aversão à luz, fez com que as pessoas, desde a antiguidade, os associassem ao mal, como vampiros e demônios e a ocupar o papel principal em rituais de bruxaria.

O que nós precisamos fazer é nos livrarmos de preconceitos, lendas e crendices populares. Eu, particularmente, adoro pesquisar sobre essas criaturinhas misteriosas que, mesmo pequenas, metem tanto medo nas pessoas e, às vezes, até terror como lagartixas, sapos e ouriços. Então, vamos lá. O assunto é muito extenso, vamos só descrever algumas curiosidades destas criaturas da noite.

Dos mamíferos que começaram a ocupar o planeta após a extinção dos grandes lagartos, os morcegos estão entre os mais antigos e estão adaptados em quase todos os lugares do planeta, exceto em locais muito frios. E pasmem: são cerca de 1000 espécies identificadas. Ou seja: aproximadamente um em cada quatro mamíferos um é morcego! No Brasil, há 138 espécies, espalhadas por todo o país. Há morcegos pequenos e leves, grandes e pesados, pretos, marrons e até vermelhos.

A maior espécie do mundo é a Pteropus giganteus, uma raposa-voadora que vive na Ásia e Oceania e que pode chegar a quase dois metros de envergadura. Já o menor morcego conhecido é o tailandês Craseonycteris tonglongyaii, que pesa cerca de duas gramas – menos que uma azeitona – e está entre os menores mamíferos do planeta.

Das quase 1000 espécies de morcegos, apenas três são hematófagas, isto é, alimentam-se exclusivamente de sangue. Ou seja: a maioria dos morcegos come frutas e insetos. Ataques a seres humanos não são habituais, mas há relatos de episódios em lugares remotos no Pará e no Amazonas, onde a natureza foi drasticamente alterada.

O morcego é um animal que sai à caça no período do amanhecer, anoitecer ou da noite. Por viver em total escuridão, ele utiliza a ecolocalização para se orientar, conseguindo localizar obstáculos e também suas presas. Na ecolocalização, esse animal emite sons com frequências muito altas (incapazes de serem ouvidas pelo ser humano), que quando batem em algum obstáculo, voltam ao animal em forma de eco, e assim ele consegue se orientar e saber a que distância se encontra o obstáculo à sua frente.

Outra crendice a ser desmentida. Morcegos não são venenosos. O único mamífero venenoso é o ornitorrinco, nativo da Oceania. Os morcegos podem transmitir algumas doenças, como a raiva (diretamente) e a histoplasmose (indiretamente, através de fungos nas fezes), assim como quaisquer mamíferos silvestres. Talvez por isso algumas pessoas achem que eles são venenosos.

A maior parte das fêmeas tem apenas um filhote por ninhada. Os bebês-morcegos nascem sem pelos e totalmente dependentes da mãe, mamando por períodos que variam de duas a quatro semanas. Daí pra frente estão prontos para a vida adulta que pode ser relativamente longa, chegando a viver até 30 anos.

Os hábitos alimentares dos morcegos são os mais diversos. Existem os devoradores de insetos (insetívoros), os amantes de frutas (frugívoros), os apaixonados por néctar (nectarívoros), os gourmets de peixes (piscívoros), os apreciadores de pequenos vertebrados (carnívoros), os que comem de tudo um pouco, como frutos, flores e pequenos vertebrados (onívoros), e os já citados hematófagos. Entre seus predadores naturais estão as cobras e os gambás. Mas os gatos domésticos, quem diria, costumam ser seus assassinos mais comuns.

Os morcegos são importantes controladores de populações de insetos, inclusive de muitas pragas agrícolas e vetores de doenças, como mariposas, gafanhotos e mosquitos. São os principais dispersores de sementes de plantas pioneiras e importantes polinizadores, exercendo um papel crucial na reprodução de diversas plantas, como o pequi, a pata-de-vaca e o maracujá-da-restinga. Além de sua importância vital para a manutenção de muitos serviços ambientais, eles ainda servem de modelo para a criação de várias tecnologias, como os sonares, radares, aparelhos de ultrassom e até mesmo remédios para circulação.

Há mais de uma explicação sobre por que os morcegos dormem de cabeça para baixo. A hipótese que parece mais provável está relacionada à sua evolução. Ao longo de sua evolução, eles investiram muito na formação das asas, que na verdade são braços modificados, e deixaram as pernas mais ou menos como eram originalmente, com o arranjo de um quadrúpede. Além disso, houve uma inversão na articulação do joelho, que passou a dobrar para trás. Por isso os morcegos não conseguem apoiar-se nas pernas, mão sendo capazes de ficar de pé (postura bípede).

Se quiserem conhecer o “lado fofura” destas criaturinhas, vale a pena assistir a este vídeo!


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Angela Miranda

Angela Miranda, jornalista, geógrafa e moradora da Granja Viana há 30 anos.

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