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Minha Vida Animal Voltar

23/09/2015

Seu cão é um “mala”?


Ninguém aguenta mais! O `trombadinha` do seu cão insiste em fazer xixi no lugar errado, arrancar a roupa do varal, roer seus sapatos, destruir os móveis da casa e `redecorar´ o jardim? Calma... Antes que você surte, saiba que esses comportamentos indesejáveis surgem quando um dos dois, o dono ou o cão, não entendem o que o outro quer. É ai que entra a necessidade de adestrá-lo. O adestramento tem como finalidade melhorar o convívio entre o cão e o seu dono. É interpretar e modificar comportamentos, respeitando o animal e o ser humano para o bem estar da relação e o elo de comunicação entre o homem e o cão.

Posse responsável
Mas, vamos por partes. Em primeiro lugar, tornar-se proprietário de um animal de estimação é mais complicado do que possa parecer. Pense bem, a média de vida de um cão (ou gato), é de 10, 12, 15 anos, e até mais, e um animal de estimação não é um sapato ou brinquedo que você enjoa e joga fora. Além disso, não basta dar água e comida. Ele precisa de abrigo, assistência veterinária e, principalmente, de carinho. Ou seja, você tem que tornar-se responsável por ele, comprometendo-se a cuidá-lo enquanto ele viver. Este é o princípio da Posse Responsável.

A partir daí, nasce uma amizade que já dura desde que o homem e o cão resolveram viver juntos.

E para que esta relação se torne algo especial, pense que um animal de estimação nunca deve ser uma pedra no sapato do dono. Por isso, o ideal é adestrá-lo, um investimento para toda a vida. Saiba que cães adestrados são mais felizes e, consequentemente, seus donos também. Além disso, eles vão sofrer menos restrições no convívio familiar.

Saber escolher
Para início de conversa, é muito importante saber escolher a raça adequada ao temperamento e estilo de vida do dono. Em geral, os cães acabam adquirindo a personalidade do dono. Ou seja, donos agitados, cães agitados, donos calmos, cães calmos. Agora, imagine só uma pessoa sedentária, ou idosa, que resolve ter como companhia um labrador, dálmata, border collie, golden retriever ou huski siberiano. Com certeza, em pouco tempo, ou ela será obrigada a mudar seus hábitos ou irá jogar a toalha. Aliás, nem é preciso nos restringir a cães de raça. Os simpáticos SRD (vira-latas) são excelentes companheiros para todas as idades, espaços e estilos de vida.

Investindo
Agora que você já escolheu seu amigão, invista nele. Mas, atenção! É preciso alguns cuidados antes de contratar um profissional.

Obediência básica
Antes de mudar qualquer comportamento do seu cão, é necessário levar em consideração a natureza, os limites e a individualidade do animal. Os cães ainda têm o instinto de seus antepassados de viver em matilha. Ao serem domesticados, a matilha passou a ser a sua família de quem eles precisam de companhia e atenção. Por isso, a maneira como o tratamos exerce uma grande influência no seu comportamento. Logo, muitos comportamentos do cão são reflexos de nossa própria atitude ou do nosso descuido. O adestramento de obediência básica agrega valor a uma convivência saudável entre cães e pessoas, desde que ele seja feito respeitando o comportamento do animal.

Educação pode começar a partir de um mês
Não há uma idade certa para iniciar o adestramento. A partir de um mês de idade, o filhote já está apto. A idade da impressão (imprinting) é dos 50 dias aos quatro meses. É nesta fase que se ensina o filhote a fazer as necessidades no lugar certo, dormir sempre na cama dele, morder somente os seus ossos e brinquedos e alimentar-se em horário determinado. Também será a introdução ao treinamento antienvenenamento. Estas serão as sementes de todos os comportamentos da vida adulta. Então, devemos ter muito cuidado e sensibilidade ao ensinar um filhote para que ele guarde ótimas impressões e para que se torne mais fácil o seu adestramento posterior.

Linguagem
Saiba que o cão não raciocina, mas pensa! Por isso, ele não entende frases complexas. Se quero algo, devo dizer: `Não!` `Desce!` `Sai!`. Mas, nunca use um estímulo negativo associado ao seu nome. Da mesma forma, ele também não tem noção de tempo. Se você ficar duas horas ou dois dias fora, para ele será a mesma coisa. Portanto, se ele fizer xixi no lugar errado, e você o repreender um minuto depois, ele não irá entender porque estão brigando com ele. O adestramento deve ser utilizado no dia-a-dia e não deverá existir outra linguagem.

Comunique-se sempre através dele com o seu amigo fiel. Use os comandos aprendidos pelo cão de forma natural, evitando qualquer tipo de desvio no treinamento. Em todas as situações, use o adestramento. E não se esqueça de recompensar o seu melhor amigo pelo seu acerto.

Ataques
Um cão bem adestrado dificilmente será um problema para a família. Seja a raça que for. Isso inclui rotweillers, pitbulls, filas, dobermanns etc. Ao contrário do que se pensa, não existem raças agressivas e sim animais com problemas adquiridos pela própria convivência com o homem. Conheço pitbulls totalmente `zens`. Não há cães-feras. Os ataques são consequência de erros no manejo. Em geral, cães de guarda são criados erradamente. A culpa é do dono e não do animal. Ou seja, cães agressivos, com certeza, sofreram algum trauma ou foram estimulados a serem agressivos.

Bater, nunca!
Nunca se deve educar batendo. Há partes do corpo que ele nem irá sentir e, em outras, ele vai sentir muito e que pode até causar-lhe danos irreversíveis. O cão precisa entender que está sendo corrigido. No caso de um filhote de dois ou três meses, o máximo que se deve fazer é segurá-lo pela pele da nuca, dando uma leve sacudidela, acompanhada da palavra Não! Isto não vai lhe causar dor, só um susto. No cão adulto, pode-se relar a mão em sua trufa (nariz), a ponto de provocar-lhe um espirro. Há outras técnicas, como fazer barulho com uma garrafa pet, com tampas de panela etc. Mas, qualquer uma delas deve ser sempre associada à palavra Não! Se não, ele só vai levar o susto.

Enfim, se você quer que seu animal de estimação seja um companheirão de todas as horas, invista nele. O retorno é garantido!

Dicas para quem vai contratar um adestrador:
• O adestrador não pode cobrar por mês, mas por términos de aula. Ou seja, seguir o padrão internacional que é de aulas duas vezes por semana. Como a média é de quatro semanas, fecha-se com oito semanas.

• O adestrador idôneo deve fechar um prazo para o cão ficar pronto. Ele nunca deve dizer coisas como: “... talvez de seis a oito meses”. Como técnico e profissional, ele deve ter um olho clínico e estipular o tempo, estourando, um mês a mais.

• Ao contratar um adestrador, não peça referências. Ele, provavelmente, irá dar os telefones do tio, da tia, do primo, do amigo, do vizinho... Pergunte se ele é formado, que cursos fez e peça para ver os certificados.

• Conhece-se um bom adestrador ou etólogo a partir do momento em que ele sanou todos os problemas relativos à relação cão/dono, sem traumatizar o animal.

• Tudo o que um adestrador ou etólogo falar, peça que comprove.

• Se a pessoa tem um cão só, ela deve contratar um adestrador. Mas se tiver dois ou mais, vale mais a pena ela fazer o curso. Assim, além de treinar seus animais, ela poderá treinar outros, tornando-se uma profissional.


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Angela Miranda

Angela Miranda, jornalista, geógrafa e moradora da Granja Viana há 30 anos.

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