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Minha Vida Animal Voltar

04/12/2014

Ouriço Cacheiro... um injustiçado!


Quem nunca viu nos desenhos animados um porco espinho “lançando” seus espinhos nas vítimas? Aliás, outro dia, li o pedido de socorro de uma moradora da região por conta de um ouriço no seu muro. Ela estava indignada pela insegurança de ter um animal perigoso como aquele em seu muro, ameaçando lançar espinhos em seus filhos. Pois bem, aí temos três informações erradas. Primeiro, o porco-espinho não tem nada de porco. É um roedor da família Hystricidae (porco-espinho do Velho Mundo) e Erethizontidae (porco-espinho do Novo Mundo). Além disso, existem algumas diferenças entre estas famílias de roedores.

O ouriço-cacheiro, que vive nas florestas da América do Sul, não deve ser confundido com os porcos-espinhos europeus e americanos. Também da família dos roedores, ele pesa de 1 a 5 kg. Inofensivo e lerdo, ele tem visão pouco desenvolvida, porém olfato e a audição bastante apurados. Eles dormem durante o dia e, à noite, saem para caminhadas em busca de raízes, tubérculos, cascas de árvores, frutas e cereais.

Outro erro é dizer que eles têm espinhos de verdade. Além dos pelos comuns, eles possuem alguns modificados, que são mais duros. Terceiro... estes pelos nunca, jamais, em hipótese alguma, podem ser projetados para uma direção com intuito de furar alguém ou um predador. Além disso, não são venenosos!

Então... O que acontece? Quando qualquer predador encosta na extremidade destes “espinhos”, ele se desprende da base do corpo do roedor e fica preso na pele do animal. Ou seja, se dermos um tapa, um chute descalço ou uma focinhada (no caso dos predadores e bichos curiosos), este pelo/espinho sairá fincado neste local de contato. Como a ponta do espinho tem escamas voltadas para a base, ao penetrar na pele, tende a se aprofundar e torna difícil sua extração.

As maiores vítimas são os cães, principalmente jovens, que são atraídos pelo brilho de sua pelagem. Como as pontas dos espinhos são pretas e o corpo do espinho é amarelo, o movimento do ouriço provoca ondulações na pelagem que parecem um acender e apagar de uma luz amarela (ora aparecendo o corpo do espinho, ora somente a cobertura ou ponta do espinho que fica para cima). Apesar dos espinhos tenderem a penetrar na pele devido à sua estrutura, ele não vai até o coração causando a morte do cão como popularmente é dito. Ele permanece enclausurado na região atingida, em geral a região da cabeça e patas anteriores.

Para retirá-los é necessário anestesiar o cão, para que o veterinário possa extrair espinho por espinho cuidadosamente para não rompê-lo. Também é importante extrair aqueles que estão completamente por baixo da pele. Normalmente, exceto pela dor provocada pelos espinhos, o acidente não traz maiores consequências e, depois de extraído, o cão não apresenta qualquer sequela. A melhor maneira de evitar ou amenizar o problema é prender o cão nas horas de crepúsculo e, à noite, em canis longe de árvores, arbustos.


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Angela Miranda

Angela Miranda, jornalista, geógrafa e moradora da Granja Viana há 30 anos.

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