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13/02/2008

Realidade e Fantasia


Desde o advento da internet e a possibilidade de se ter um computador em casa, de uso pessoal, têm sido bastante freqüentes as queixas de pessoas sobre as mudanças de comportamento observadas em seus parceiros que acessam a rede. A internet despertou, de fato, a curiosidade de muita gente em estabelecer novos relacionamentos, especialmente pelo anonimato que a rede permite, o que dá margem a muitas fantasias, idealizações e ilusões. E isso se torna uma questão muito intrigante, gerando surpresas e, algumas vezes, angústias entre os casais, que diante de comportamentos inesperados, surpreendem-se e sentem-se inseguros, não reconhecendo mais o companheiro, duvidando dos seus sentimentos e da permanência do amor.

No entanto, entre fantasia e realidade há uma grande distância. Num ambiente virtual, tão fértil à imaginação, como a internet, os relacionamentos podem assumir proporções maiores ou mais intensas do que se imaginaria presencialmente, mesmo que os interlocutores nunca venham a se encontrar. Muitos contatos restringem-se apenas à rede, não se “realizam”, mas isso não é o que mais importa, e sim como cada um dos elementos do casal “real” reage à descoberta de um terceiro virtual, como cada um se conduz diante dessa nova circunstância, como revê seu vínculo quando confrontado com o inesperado, com emoções desconhecidas, como o sentir-se traído por uma imagem.

A dimensão humana da fantasia, do devaneio, não tem limites, nem censura. Aprendemos a controlar nossos impulsos, a distinguir o possível do impossível, o tolerável do inadmissível. O temor de deixar de ser amado costuma ser tão forte, que descobrir a presença ainda que ausente de um terceiro, é o bastante para sentir-se ameaçado, e por serem as relações virtuais um evento ainda recente no nosso repertório, é razoável uma certa insegurança ao lidar com esse novo “fantasma”.

Fantasiar com outros parceiros não significa que se tenha deixado de amar o seu par, e pode, inclusive, ser um sinal de que outros estímulos ao relacionamento seriam bem-vindos, talvez uma intimidade maior, uma outra forma de se relacionar, mais intensa, mais prazerosa. Conversar com o outro quando questões assim aparecem é o primeiro passo para entender o que se está procurando, desvendar mais uma faceta desconhecida do parceiro (que todos temos e nem sempre revelamos), compartilhar seus desejos e fantasias e usá-las como um caminho de aproximação e não de afastamento. Mesmo havendo no início alguma resistência a revelações tão pessoais, com habilidade e delicadeza, havendo amor nessa relação é possível e desejável tirar partido de situações desconfortáveis como essa. Quando rastros estão sendo deixados à vista, pode bem ser um sinal do desejo de trazer à tona essa vivência para ser compartilhada com seu par “real”!

É sempre complexo encarar terceiros nos relacionamentos afetivos, mas eles podem surgir para um e para outro, na realidade ou na fantasia. Enfrentar essa "concorrência" é uma boa forma de amadurecer a relação, de conhecer melhor o parceiro, formando com ele novos laços e fortalecendo os antigos. Uma relação afetiva, amorosa, para guardar sua grandeza, requer pequenos sacrifícios, como enfrentar os mais delicados limites!


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Maluh Duprat

Maluh Duprat é psicóloga clínica, orientadora vocacional e membro do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática (NPPI), da PUC/SP.

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