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27/11/2013

Uma questão de preconceito


Gilberto acorda todos os dias às 6h30 da manhã. Bem disposto e pronto para cumprir uma longa agenda de atividades que envolvem tanto a Granja Viana quanto deslocamentos para São Paulo. Antes de sair, dá uma ajuda na organização da casa, principalmente na limpeza da piscina e do jardim. Casa em ordem, sai para uma caminhada diária de, pelo menos, uma hora.

De volta, banho tomado e barba feita, encara pelo menos 8 horas de intenso trabalho entre clientes, leitura de documentos, fóruns, debates etc. Terminado o trabalho é hora da dedicação à comunidade. Ele se envolve com afinco em pelo menos dois ou três projetos  onde mora. Lá pelas 10 da noite, com tudo em ordem volta ainda algum tempo à família.

Gilberto é advogado. E dos bons. Conhece as leis em profundidade e as interpreta como ninguém. No púlpito convence como poucos, tanto pela boa oratória quanto pela argumentação baseada em dados e fatos. Sabe de direito civil, ambiental e tantos outros mais. Seu currículo invejável é enriquecido pelo gosto pela leitura e pelas viagens.

Mas ainda bem que Gilberto não precisa procurar emprego, tem o seu próprio escritório. Porque se precisasse, dificilmente alguém o aceitaria mesmo com tantos predicados e energia para trabalhar como poucos. É que Gilberto tem 73 anos.

Tomei a liberdade de contar a história desse meu amigo pessoal – que não vai me processar por essa breve biografia não autorizada – para falar de um grande equívoco que acontece no Brasil e em outros países do mundo. A aposentadoria precoce que as áreas de Recursos Humanos impõem aos profissionais na hora de contratá-los.

E nem é necessário chegar à idade de Gilberto. As contratações para quem tem mais de 40 anos começam a rarear, é só acompanhar as discussões em redes como Linkedin. Ser proibido limitar idade nos anúncios de emprego não muda muito o cenário, porque a cultura continua a mesma, fortalecendo um enorme contrassenso. Afinal, o brasileiro vive cada vez mais e cada vez mais com saúde, desde que cuide dela, é claro. Vemos maratonistas com mais de 50 anos e universitários na casa dos 60. Uma amiga de São Paulo, Elaine, secretária trilíngue aposentada, está se formando em psicanálise aos 68 anos e com intenção de seguir carreira.

O que faz com que profissionais como Gilberto e Elaine passem longe dos processos seletivos diante da nova postura perante à vida daqueles que tem mais de 40 ou 50 anos? O destino que resta a esses perfis é montar seu próprio negócio. Sem direito de escolha. Quem perde o emprego já próximo dos 50, no Brasil de hoje, obrigatoriamente precisa ter espírito empreendedor e querer montar seu próprio negócio. Se quiser se manter trabalhando em uma grande empresa tem grandes chances de ficar falando sozinho.

Por outro lado vemos a “juniorização” cada vez maior nas empresas. Processos de trainees que prometem transformar um recém-formado em gerente de uma grande empresa em dois ou três anos. São mais baratos? Menos exigentes? Requerem plano de saúde mais em conta? Venho observando esse processo de longe. Jovens em fase de aprendizado com seus egos inflados pela empresa que quer gastar pouco; sobrecarregados com tarefas e decisões que ainda não conseguem tomar sozinhos, enquanto profissionais de alto nível e experiência buscam, a duras penas, a sobrevivência.

Afinal, ter próprio negócio ou ser empreendedor faz parte da educação da geração atual. Quem tem 50 anos hoje aprendeu que o bom profissional trabalha em uma grande empresa e mantém seu emprego por décadas e nunca foi treinado para ser empresário.

É uma discussão que daria páginas em mais páginas, talvez até um livro. Mas fica aqui apenas o levantamento da questão. Até quanto o mercado aguenta esse cenário contraditório?


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