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19/03/2010

Eduardo Araújo - Parte 2


Conforme prometido, estou apresentando a segunda parte da conversa que tive com o querido Eduardo Araújo que está completando 50 anos de carreira artística. Aproveitem a reveleção sobre tudo que ele está vivendo e celebrando em 2010.

1. Cinquenta anos de carreira é uma marca muito bonita na vida de qualquer pessoa, como "iremos" comemorar isso?
Pretendo comemorar com chave de ouro, com os meu colegas e amigos num belo palco e registrar em DVD, estamos com projeto e trabalhando muito para isto acontecer.

2. Com certeza você tem muitas lembranças e histórias pra contar. Conte uma história divertida ou mesmo engraçada que aconteceu na "estrada" da vida.
Este ano vai ser lançado um livro que se chama "PELOS CAMINHOS DO ROCK" escrito pelo jornalista da Veja Okky de Souza, onde eu conto a trajetoria da minha carreira que este ano faz 50 anos. Eu recomendo que as pessoas adquiram o livro que lá eu conto muitas historias interessantes e engraçadas que eu vivi com os meu amigos e colegas. Tenho certeza que vocês vão adorar.

3. Você teve uma participação muito marcante na história da nossa música, fale um pouco sobre aquele momento mágico da "Jovem Guarda".
Eu fui, e me orgulho de ser, um dos primeiros roqueiros brasileiros. A Jovem Guarda foi um momento muito marcante, ainda mais depois, quando o rock ficou mais romântico com a chegada dos Betlles. Eu não me encaixava nesta doçura porque sempre tive o rock pauleira no sangue. Na época, tinha o meu próprio programa de TV - o nome do programa era o Bom - e a Sylvinha era quem apresentava o programa comigo. Fomos líderes de audiência na TV Excelsior, que era uma espécie de TV Globo da época e tinha na sua programação as grandes novelas.

4. Quantos anos você tinha quando aconteceu todo aquele sucesso e, como foi lidar com a fama? Os artistas que participavam daquele momento eram unidos?
Na verdade nem eu e ninguém na época estava preparado para aquele grande sucesso e acho que nem tão pouco o Brasil estava preparado. Não existia uma estrutura para um mega show. Era tudo improvisado. Aparelhagem de som era qualquer coisa, tinha lugar que você chegava para fazer show e tinha que cantar numa "corneta". Ainda não tinha o que chamam de PA (conjunto de equipamentos de som para grandes platéias). Tinha a bateria que não era amplificada e uns aparelhos da Giannine para baixo, guitarra-base e guitarra solo. Os conjuntos mais aparelhados da época eram os Incríveis e os Mutantes. Os Incríveis foram acompanhar a Rita Pavone na Itália e importou um equipamento e eles tinham até um orgão. No caso dos Mutantes, um dos irmãos fazia a sua própria aparelhagem. E, aquele artista plástico muito conhecido hoje de nome "PETICOV" trazia dos Estados Unidos os componentes e eles montavam aqui os seu próprios equipamentos. No começo daquele movimento musical, existia uma certa união entre os artistas, até pintar a grana e aí foi cada um para o seu lado e a rivalidade tomou conta. Cada um queria mostrar mais status e poder, sendo que se um comprava um carro, o outro comprava um mais caro para aparecer mais.

5. No mundo todo, a década de 60 foi muito privilegiada com vários acontecimentos importantes e em áreas distintas como: Jovem Guarda, a Bossa Nova, Beatles, John Coltrane, Miles Davis, o homem pisando na Lua, Woodstock, até o encerramento dela com a seleção de 70. Entre tantas outras coisas.

A. Como isto influenciou ou impactou a sua vida artística?

Eu sempre tive esta coisa comigo de renovar e foi em 1969, junto com Tim, que lançamos o primeiro disco de Soul no Brasil. O titulo do disco é "A ONDA É O BOOGALOO". Quem quiser conferir este trabalho está na internet.

B. Como foi pra você vivenciar tudo isso bem de perto, curtir todas essas coisas maravilhosas e com as condições que Deus lhe deu?
Sou muito grato por tudo e contente com o que plantei. Aprendi com a vida e com as dificuldades que enfrentei e sei que ainda há tempo de plantar com o conhecimento imcoporado dentro do meu ser. Para mim, a vida tem cada vez mais sentido.

6. Como é a "fisiologia" do seu público? Ainda é o mesmo? Mudou?
Reconheço que hoje sou uma história viva do meu tempo e o meu publico é aquele que busca, como eu, o conhecimento musical com simplicidade e conteúdo. Sou o velho rock de sempre carregado de experiência, sem vaidade e com muita vontade de cantar e tocar a minha gaita com emoção. Quem quiser me ver dia 25 de Março estarei com minha banda no Tom Jazz.

7. Por favor fale um pouco dos projetos futuros.
Este ano, completando os 50 anos de carreira, estou trabalhando no projeto do DVD de comemoração e, por enquanto, só isto que posso dizer.


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