Bombay Duo na Ecofeira 

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Rodrigo Bourganos (Sitar e Theremin) e Jimmy Diniz Pappon (Hammond e Piano) se reuniram no grupo Bombay Groovy, e a partir deste montaram o formato Bombay Duo para reproduzir temas de clássicos do Rock And Roll intercalados com ragas e grooves tradicionais do sitar e do Hammond em uma formação mais concisa. O repertório da dupla passa por bandas como Led Zeppelin, Beatles, Rolling Stones, Deep Purple, entre outras, além de contemplar ragas clássicas como a “pilu” e a “bilawal”, tudo nesta inusitada formação instrumental.

Como a dupla se apresenta na Ecofeira no próximo domingo (01), aproveitamos para saber um pouco mais sobre eles e seus instrumentos inusitados.

Instrumentos e Trajetória

O sitar é um instrumento de cordas, da família do alaúde, inventado na Índia no século XIII e um dos principais símbolos culturais daquele país. Sua difusão no Ocidente se deu na década e 1960 pelas mãos de Pandit Ravi Shankar (1920-2012); mas foi graças a George Harrison, amigo discípulo do mestre indiano, que o instrumento caiu no gosto popular. O sitar foi muito utilizado desde então na música popular ocidental, como um toque sofisticado de orientalismo. Enquanto isso, o órgão Hammond moldou a música popular ocidental a partir da Black music, soando harmônica, melódica e até percussivamente. Nos anos 60, esses instrumentos de histórias longínquas se juntaram por meio do rock psicodélico, e é nessa mistura que se baseia este duo formado por integrantes do quarteto paulistano Bombay Groovy. O sitar e o Hammond se complementam de maneira surpreendente, moldados a diversas sutilezas sonoras e orquestrados no puro improviso dentro das ragas e grooves.

Encantado pelas possibilidades das teclas, Jimmy Pappon se iniciou no piano e no órgão Hammond e acompanhou seu experiente pai no grupo Scrutiniser, consagrado tributo a Frank Zappa, reconhecido pelo próprio Zappa. Rodrigo Bourganos se iniciou no sitar indiano com o mestre brasileiro Dhaivat Raj e mais tarde viajou ao Oriente para ter aulas com o guru indiano Chandranath Battacharya e se aprofundar no instrumento aos modos clássicos.

No entanto, o que mais lhe atraia o interesse não era a música clássica indiana em si, mas sim os “fusions” principalmente entre instrumentos indianos e gêneros como Rock and Roll e Soul Music, muito frequentes nas décadas de 1960 e 1970.

30/10/2014


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