Carapicuiba - História

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Município com aproximadamente 34 km² de área territorial, emancipou-se, em 1964, de Barueri e hoje possui alta densidade populacional - extra-oficialmente, 550 mil habitantes. Sua economia baseia-se principalmente em comércio e serviços. O município ainda está se formando, buscando uma identidade própria. Há pouco mais de 10 anos, ainda podiam ser encontradas propriedades rurais com suas estradas de ligação, tais como Fazendinha, Gabiroba, Pequia, Cabreúva, Aldeia.
Carapicuíba recebeu muitos imigrantes, entre eles os japoneses, que viviam e plantavam batatas e cerejeiras na região da Vila Dirce; os italianos, que possuíam videiras e produziam vinho na região da Aldeia; e, mais ao centro, os imigrantes do leste europeu, como os russos, que tinham uma comunidade, inclusive erigindo uma igreja para seus cultos - a Igreja Ortodoxa Russa - existente até hoje.
A Aldeia Jesuítica de Carapicuíba, que veio a dar nome ao município, foi fundada em 1580 pelos padres jesuítas para catequizar os índios. Foi tombada em 1940 pelo hoje denominado Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Grande parte da população é constituída por nordestinos ou descendentes que vieram para o município em busca de dias melhores. Na maioria das vezes, no entanto, não é isso o que ocorre, gerando um crescimento desordenado, com impacto ambiental muito grande. De qualquer maneira, aos poucos se percebem melhoras significativas na qualidade de vida dos moradores das classes menos favorecidas, com a criação de uma nova geração de pequenos empresários, profissionais liberais, artistas e políticos.
As instituições públicas e privadas atualmente se esforçam para desenvolver programas de inserção social e resgate de identidade, com exercício da cidadania, sendo essencial mostrar a importância do turismo histórico, cultural e ambiental nesse processo de melhoria do bem-estar.
A cidade tem hoje vários parques, casas de cultura, ginásios de esportes, escolas, hospital, bibliotecas, associações, fundações, e se faz necessário que o comando político da cidade, representado pelo Executivo e Legislativo, entenda a urgência de uma boa e escrupulosa gestão, com pessoas adequadas para os cargos públicos, com visão, grandeza e capacidade de trabalho para acelerar as mudanças anunciadas.
As mudanças devem vir também de nós, munícipes, com engajamento e determinação, exigindo e oferecendo respeito.
Saudações!

Afonso de Luca
Artista Plástico

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