Imigrantes por Maria Gravina Ogata  

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Por Mônica Krausz

Uma das primeiras moradoras da Granja Viana, a italianinha Maria Gravina Ogata, veio para o Brasil no colo dos pais aos 2 anos de idade. Chegou à região da Granja Viana aos 6 anos e passou aqui sua infância e adolescência, na Rua Santo Afonso, antiga rua da feira, até se mudar para a Bahia, já casada, aos 25 anos. Hoje, avó, aos 67, está de volta à região, revendo os velhos amigos e convida a todos para o lançamento do livro Os samurais alagoanos e a bambina paulista: migrar é preciso..., um ensaio histórico-social que menciona os aspectos políticos, legais, econômicos, sociais e ambientais de um século e meio de história do Brasil, a partir do processo migratório dos japoneses e italianos ao país.

O lançamento acontecerá na antiga casa onde passou sua infância brincando e jogando vôlei na rua com sua turminha de granjeiros desbravadores da região. “É muito bom estar aqui novamente”, diz. “Se já é bom viver aqui hoje, você não imagina como a gente era feliz na década de 60!”, emociona-se.

Muito mais do que um relato histórico de família, o livro de Maria Gravina faz um amplo mergulho e análise dos processos migratórios no Brasil e no mundo, passando pelos problemas atuais vividos por imigrantes refugiados e ressaltando a importância das migrações para o enriquecimento cultural e econômico tanto dos imigrantes como dos países que os acolhem. “O que eu quero mostrar com o livro é o quanto os países ganham com o processo migratório. Ganham muito na cultura, na economia, ganham muito”, enfatiza a autora.

Segundo ela, sua pesquisa começou pela curiosidade em entender por que sua família levou cinco gerações para, de fato, miscigenar-se aos japoneses. Foi assim que começou a ler e pesquisar muito sobre a cultura japonesa, além de conversar muito com a sua sogra japonesa, hoje com 93 anos de idade, para entender esses motivos. Além disso, outra motivação foi ver o movimento reverso de descendentes de japoneses que hoje voltam para o Japão em busca de melhores oportunidades lá. Ela queria compreender por que as novas gerações estão deixando o “país do futuro”, de seus pais e sogros. Foram 12 anos entre pesquisa e redação do livro!

Para a autora, neste seu estudo sobre as migrações, o que lhe chama a atenção é que o Brasil conseguiu transformar a todos em brasileiros. “O nossos emigrantes quando chegam ao exterior são sempre estrangeiros”, observa. “Aqui o imigrante se insere na cultura, come arroz e feijão, adquire os valores nacionais brasileiros e, no final, você nem sabe quem é descendente de quê. Somos todos brasileiros”, diz.

Com texto leve e uma forma muito suave de contar histórias como quem conta “causos” de família em uma roda de amigos e familiares, a autora granjeira consegue envolver o leitor do começo ao fim. Promove uma leitura agradável e muito instrutiva, que enfatiza a importância da qualidade da educação na vida de todos, entre outras questões que envolvem políticas públicas no Brasil e no mundo.

Serviço:
Lançamento: Os Samurais alagoanos e a bambina paulista: migar é preciso...
Dia 24/03, das 11 às 14hs
Rua Santo Afonso, 225, Granja Viana, Cotia, SP.



21/03/2018

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Maria Gravina da Polignano a Mare fino a Bahia

Ciao Maria, Bellissimo libro, anche lo abbiamo vissuto assieme un bel pezzo di questa fascinante vita di italiani in Brasile. Axé!

Grazia Burman


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